José Manuel Teixeira, Funcionário do Marítimo Relativamente à crónica publicada no DN de 01.08.2010, pelo Dr. Pedro Mota, jurista, advogado e vice-presidente do Clube Desportivo Nacional, na qual faz um exercício de comparação entre as comparticipações públicas atribuídas ao Club Sport Marítimo e ao Clube Desportivo Nacional, questiono-me se: Terá sido de forma consciente ou inconsciente que, ao contrário do que faz com o Marítimo, quando apresenta os valores do CDN, esquece-se de acrescentar, aos 26 milhões de euros, os quase 8 milhões referentes a encargos financeiros suportados pela Região, o que perfaz um total de 34 milhões de euros? Ou não terá lido as respectivas resoluções e contratos-programa, celebrados em 2005? Terá sido por lapso que o Dr. Pedro Mota não clarifica que, quando se refere à "1.ª e 2.ª fase do Estádio do Nacional", refere-se apenas às infra-estruturas recentes, ignorando os dez milhões de euros de comparticipação regional referente à construção da actualmente conhecida por bancada "velha"? Terá sido por esquecimento que não referiu que a Região suportou 250.000 € referentes à aquisição de terrenos na Choupana, adquiridos devido a uma alegada "imprecisão do levantamento topográfico", quando a obra em causa era de concepção/construção, casos em que, como devia (e deve) saber o Dr. Pedro Mota - enquanto jurista que é - a lei não admite erros nem omissões? Ou não terá lido a resolução de 2007? Uma coisa é certa… se o fez de forma consciente e propositada, com certeza que não terá sido no estágio que fez ao serviço do Marítimo que o Dr. Pedro Mota terá aprendido a manipular informação desta forma.