Paulo Coelho Ainda antes de disputada a terceira jornada da liga, ainda antes do fecho das inscrições de novos jogadores, vai por aí um reboliço, desde a opinião publicada até conversas de café, em redor da performance do Marítimo e da continuidade do seu treinador. O mesmo técnico que recebeu os maiores aplausos aquando da qualificação para as pré-eleminatórias da Liga Europa, na passada temporada, é apontado como dispensável ainda o campeonato mal começou. O que aconteceu desde então? - Umas curtas férias para o plantel, apimentadas ao de leve com a questão do prémio pela qualificação europeia. - As normais saídas e novas contratações de atletas. - A deserção, ainda não colmatada, de Kleber. - A qualificação para os play-off da Liga Europa. - Derrota caseira com o Setúbal, derrotas com o Bate, derrotas fora com Sporting e Braga. O que é que se passou de tão grave que mereça que o treinador seja posto em causa? Os 3-0 em Borisov condicionaram fortemente a 2ª mão. Perder com o Setubal foi sem dúvida um mau resultado. Mas daí a pedir a cabeça de Mitchell?! Sejamos razoáveis. Ninguém é campeão em Agosto. Nem as exibições da equipa foram tão más quanto querem fazer crer. Da direcção espera-se que seja impermeável às pressões externas, que apoie a sua equipa técnica e que encontre as soluções possíveis para preencher eventuais lacunas no plantel. À equipa técnica pede-se que liberte os atletas da pressão que os faz ter medo de errar e que lhes incuta confiança. Dos sócios e adeptos espera-se o apoio incondicional, especialmente em momentos adversos, como o actual. É fácil apoiar nas vitórias. Mas equipa precisa de todo o apoio nos momentos adversos. E, por uma vez, que a grande aposta seja na estabilidade no trabalho continuado e não com base no que pedem os "dirigentes de bancada". Para eles vai o meu pedido: - Deixem aquela rapaziada trabalhar em paz que os resultados aparecerão.