Emídio Loja A propósito do comunicado do G.R., transcrito na íntegra pelo D.N. no dia 21 de Julho corrente, cumpre-me, como leitor assíduo dos jornais da região e como cidadão livre, no pleno uso e exercício de todos os seus direitos de cidadania, acrescida da obrigação devida pela participação activa que lhe é obrigatória como eleitor, criticar, com o rigor e o respeito que se impõe e balizado pelas leis vigentes, as atoardas que, por ventura, surjam em quaisquer publicações, panfletos ou cartazes, quer sejam intencionais, ou puros enganos, por gralhas técnicas, ou impressão defeituosa. Recuso-me a aceitar situações desta natureza, porquanto, sempre fui habituado à convivência de pessoas de todos os quadrantes políticos, e de muitas outras, com diversas profissões ou credos religiosos, quer fossem formados ou não - (leia-se doutores ou licenciados); merceeiros, padeiros, empregados de café e esplanadas, ou ainda de escritórios; pequenos e dignos comerciantes (leia-se pequenos empresários); políticos (leia-se regedores, cabos de freguesia, presidentes de câmaras municipais ou das juntas de freguesia); sacerdotes e afins (leia-se padres, cónegos, bispos, sacristãos ou catequistas); engenheiros e arquitectos (leia-se ainda mestres de obras, construtores civis, topógrafos ou desenhadores, pedreiros ou calceteiros), para além dos mais importantes, por mais destacados e de mais difícil acesso, com fortuna pessoal suficiente e livre de gestão conjunta, ou pelo contacto com os dinheiros ou valores cambiais (leia-se banqueiros, bancários, ou mesmo milionários). Para mim, apenas contam as pessoas, na qualidade de cidadãos, correctos, cumpridores e que pagam os seus impostos por aceitação normal e legal, quer em profissões liberais ou outras, incluindo todos aqueles que trabalham por conta de outrem, empresários diversificados, com provas dadas por longevidade de serviços prestados à comunidade, sem quebras por conveniências transitórias, disciplinados e respeitados, empregadores sólidos e firmes, com pessoal ao seu serviço há largos anos, e com negócios diversificados, em boa situação financeira e bom andamento comercial ou industrial. A família Blandy não merece referências deste teor, devo afirmar a todos vós. É puramente vergonhoso este procedimento! Digo-o com a maior e mais forte veemência, pois - "Palavra fora de boca, é como pedra fora da mão…!". Por favor, não brinquem aos "cowboys"… nem se armem em figurinhas de cristal barato e sem qualidade (leia-se vidro de frascos ou garrafas…).