António Ferreira Um dos raros pontos consensuais entre economistas é que existe uma relação directa entre crescimento económico e desemprego, ou seja, quando a economia cresce, o desemprego diminui. Na Madeira não é excepção. Discute-se frequentemente o flagelo do desemprego, sem dizer verdadeiramente às pessoas que é preciso haver crescimento económico para que os níveis de emprego subam. Para a economia crescer há que haver condições para que tal aconteça. Uma destas condições é haver transparência no sistema político. Ora, na nossa região parece-me não haver verdadeira discussão sobre o verdadeiro número do crescimento económico, pelo menos, nos últimos três anos esta informação é omissa ou sonegada. È preciso, que os responsáveis políticos que esclareçam definitivamente esta questão, infelizmente não sabemos quem é o responsável directo: será o Dr. Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional? Será o Dr. Cunha e Silva, Vice-Presidente do Governo Regional? Será o Dr. Ventura Garcês, Secretário Regional do Plano e Finanças? Quem é efectivamente responsável por divulgar este dado tão relevante? E caso os números não sejam animadores, quem é responsável por tomar medidas para que estes se invertam? É sabido que se a economia decresce, as receitas fiscais diminuem, as prestações sociais tem de aumentar, o desequilíbrio financeiro acentua-se, para não falar do impacto psicológico nas pessoas afectadas. Se o sector da construção civil está profundamente saturado, não há mais espaço para colocar betão; se o turismo enfrenta quebras recordes nas receitas; e sendo estes dois os sectores motores da economia madeirense já não será altura de encontrarmos alternativas fiáveis e reais de criação de riqueza? Isto tipo de questões têm de ser colocadas, seja de que lado estejamos da barricada.