Miguel Ângelo Correr já cansa, mas como diz o velho ditado," quem corre por gosto não cansa". É o que tem acontecido ao atletismo madeirense nos últimos tempos. Porque senão fosse a força de vontade, querer e empenho total da pessoa que está no comando da Associação de Atletismo da Madeira, o Sr Policarpo Gouveia, talvez as partidas das provas regionais de atletismo estariam desertas. Esses senhores que gerem as verbas para o desporto amador, referi-me ao atletismo principal-mente, preferem reduzir as mesmas deixando os clubes num túnel sem saída. Senão for o suor a força, a fibra de correr pelas estradas da Madeira, que os atletas têm no seu corpo e na sua alma e de comparecer às provas com grande garra e amor ao clube que defendem, e ao emblema que trazem ao peito, penso que o atletismo teria os dias contados. Meus caros leitores, escrevi "correr já cansa", mas para estes atletas não cansa, porque gostam de desporto e são amadores, não recebem verbas, estão lá presentes na estrada porque é a modalidade que adoram praticar, muitas vezes sem condições para se equipar devidamente. Talvez através das minhas palavras, os senhores do IDRAM anotem estas lacunas. Com esta situação não sei se os clubes em termos monetários vão ter bases suficientes para esta modalidade. E esta! Para o desporto profissional vão manter as verbas ou até melhorar, coitado do desporto amador, tem que se contentar com um caldinho verde e calar o bico, senão ainda fica sem caldo, enquanto o desporto profissional, come uma sopa de trigo, seguindo-se uma grande espetada e se chorar o coitadinho do atleta, para sobremesa ainda tem direito a apartamento e automóvel. Meus caros leitores, assim vai o desporto na Madeira.