José B. Sousa Alguns dias passados um Bispo português fez um apelo a que os politicos cristãos oferecessem 20% do salário para as necessidades de vários associações cristãs e outros movimentos para auxiliar as pessoas em dificuldade, devido á grave crise que o país atravessa. Na Madeira não há crise? Não á desemprego? Na Madeira o Bispo D. António Carrilho nem uma palavra a respeito dos vergonhosos gastos em carrilhões e arraias religiosos. Como é noticiado e propangadeado na comunicação social os milhares de euros que se estão a gastar nas festas religiosas, com fogo, conjuntos e cantores pimpas passa á margem de uma condenação do representante máximo da Igreja madeirense. Como explicar num tempo de dificuldades que os arraias que estão a ser organizados têm valores de dezenas e centenas de milhares de euros. Na Norte, foi a arraial das Feiteiras para ver o Quim Barreiros cantar no adro novo da igreja, qual não foi a minha admiração quando um familiar me disse que o arraial das Feiteiras teve um custo de 60.000 euros , o arraial dos Lameiros será mais 40.000 euros, o da semana de São Vicente ultrapassa os 100 mil euros o da Boaventura e Ponta Delgada terá um custo de 60.000 euros, e que o do Seixal será o mais grandioso da Costa Norte aproxima-se dos 150 mil euros. Não deveria o Bispo colocar um travão a estas festas que de religiosas pouco têm e o resto é só bebedeiras e mal criação como encontramos em São Vicente após a festa das Feiteiras. Como cristão que defendo as tradições e as festas tradicionais religiosas fico pasmado com o silêncio deste Bispo, que dá a ideia que vive á margem da realidade social madeirense e onde cada padre é bispo na sua paróquia não tendo atenção de que a Igreja não pode ir atrás do rabagofe das festas da herdade do Chão da Lagoa ou da Fonte do Bispo. O que se pede é que haja coerência nesta Igreja da Madeira.