André Escórcio Afirmou o Senhor Presidente do Governo Regional, com um ar convincente: "está absolutamente errado todas aquelas actualizações profissionais que se fazem apenas baseadas no tempo de serviço e que se baseiam apenas em antiguidade". Porque, sublinhou, "podemos ter duas pessoas com o mesmo tempo de serviço. Uma ter sido um produtor emérito e outra passou uma vida inteira a tentar fazer o mínimo possível". Exacto. Há anos que isso defendo: o profissionalismo, o rigor, a disciplina, a qualidade e a excelência. Qualquer pessoa sensata diria o mesmo. O problema é que foi a mesma figura que, sem os professores pedirem, atribuiu-lhes uma avaliação de desempenho positiva, isto é, um "bom" administrativo, durante três anos consecutivos, que se tornou em um amargo bombom, e disse mais, que os professores não precisavam de ser avaliados, mas sim os alunos. Um "bom" que acabou por não valer para nada, atrasou os direitos de progressão na carreira dos professores durante três longos anos, havendo hoje centenas que, desejando a avaliação, seja ela qual for, não progridem há cinco. Que a classe docente acorde e esteja atenta ao paleio de circunstância que por aí vai acontecendo.