Carlos Jorge Gomes Pereira Não poderia deixar de associar-me à dor sentida aquando da recente tragédia dos incêndios florestais. Sendo por negligência humana, ou de forma premeditada, o que é verdade é que há um crime que é urgente travar a sua perpetuação. Não vêem estes incendiários que estão a "vingar-se" contra a Natureza e que esta, indefesa e já por muitas vezes fustigada pela intempérie de 20 de Fevereiro do presente ano civil, destrõem um património ambiental que a todos nós nos pertence. Que prazer lhes poderá dar ver que a nossa terra está a perder o seu bem mais precioso? Sinceramente, não sou muito a favor das condenações medievais, onde os cidadãos eram levados à guilhotina, numa praça ampla, pública e onde todos assistiam à justiça feita na hora. Contudo, gostaria de referir que o nosso Estado de Direito deveria contemplar para certo tipo de crimes uma espécie de assistência pública abrangente, onde os criminosos fossem julgados num lugar amplo, público, expostos a uma espécie de humilhação social, porque assim, iriam sentir na pele um sofrimento bem maior derivado desta mesma exposição pública. (...)