Não nos vamos referir a ninguém em especial, mas a um género de pessoa que naturalmente, pertence á nossa espécie de primata bípede HOMO SAPIENS, género HOMO e família HOMINÍDAE! Existe na natureza, disperso ou espalhado pelos mais variados cantos do mundo - em Portugal também o podemos encontrar e desfrutar da sua presença - o qual, tem algumas particularidades habituais: normalmente oriundo de família discreta, tem reconhecido bom comportamento - por isso apresenta o registo criminal limpo - na escola, estudou quase QB (quanto baste), não bastando portanto, para terminar deste modo o ensino secundário, muito por culpa do raio da matemática, da filosofia e também da físico-química... mas tendo-se sobremaneira destacado na área das línguas, por causa das grandes facilidades no inglês "nocturno", dos bares e das discotecas. Nunca "correu" nem pouco nem muito, quer no desporto, quer no resto, por isso, se faltava a algum jogo combinado e programado, quase se podia dizer... que não fazia falta nenhuma. Assim começa a descrição, dum ser humano, que algumas vezes nos é familiar, à vista desarmada ou ao contacto superficial, outras, até pertence mesmo à nossa família e conseguimos nem dar por isso. É naturalmente simpático, bem falante, percebe de problemas eléctricos caseiros, mas acaba quase sempre "levando uns choques", porque se esquece de algum pormenor fatal. Gosta de namorar, mas tudo sem pressas... nada de "brincos", "anéis" ou "pulseiras"! Namora e vai namorando sem compromisso, mas com muito respeito pela pessoa amada. E ai daquele que se mete com "ela"! Leva logo com um olhar mortífero e repugnante, sinal inequívoco da sua tremenda irritação. E no que toca à porrada ou socaria, não entra! Não faz o seu género e também não atira pedras, porque: "homem de pedra é homem de m...da"! Trabalhar, também não é o seu forte... um tachinho no governo dava jeito, até por causa do ADSE, mas ainda está á espera duma resposta. No entretanto, vai trabalhando com o pai, lá no negócio, entra às 9, sai ao meio-dia e meia, pega às 3 sai às cinco e meia. Mas, como sai várias vezes ao dia, para a bica, p´ro totoloto, para engraxar os sapatos ou para tomar uma cervejinha, o dia passa bem depressa, não se chateia nada e até é divertido. Gosta muito das "coisas" de marca, que às vezes são bem caras, e acaba por se tornar mesmo um vício... mas desde que comprou aqueles óculos de sol "Prada", todos lhe dizem que ficou mais feio do que nunca. Talvez seja por causa do nariz torto, quando partiu a "cana do nariz" naquela queda de bicicleta em criança. Mas outras coisas que usa e adora, tipo: o isqueiro "Ronson", os sapatos "Rockport", as calças "Lewis" ou as camisas "Tommy Hilfinger", graças a deus, ninguém lhe pode dizer que não ficam bem. Também não usa outro desodorizante que não seja o da "Carolina Herrera" e shampô para o cabelo só mesmo da "Garnier"; e tem de ser aquele que tem "argila suave com extrato de aniz", ou então o de "óleo de abacate com manteiga de karité". Uma vez, para experimentar, acabou comprando o de "henné e vinagre de amora" e começou a fazer cair o cabelo. E já agora, para quem se interessa por estas coisas, quando começar a pintar o cabelo - porque detesta cabelos brancos - o shampô ideal terá que ser o de "óleo de rosa e extracto de figos". A trabalheira que isto dá! E ainda só estamos a falar do cabelo! E férias! As férias têm de ser sempre numa praia de areia, apesar de lhe aparecerem ultimamente umas alergias na pele; por isso, pelo seguro, passa o tempo todo deitado num colchão. A última viagem que fez foi a Santo Domingo, mas as praias estavam tão cheias de "portugas" nessa semana, que até parecia que estávamos no Algarve. Ainda a propósito de férias, outro dia perguntaram num inquérito: quem gostaria de levar consigo para uma ilha deserta... e depois de alguma hesitação respondeu: "a Noémia Campebelle"! Comentário nosso: coitada da rapariga, ao ver a "peça", num ápice, logo à chegada à dita ilha, tinha um ataque "misto" de fúria e pânico e ainda matava o desgraçado do homem "à cocada"! Como dissemos no início, há-os, - gajos porreiros - por toda a parte, de todas as crenças e de todas as raças. Bom seria, saber quantos existem em Portugal. Como produzem pouco, convém que não tenhamos excesso no nosso país, porque prejudicam a recuperação económica e podem ajudar a aumentar o déficit. Não dizemos que vamos ter de exportá-los. Mas podemos sempre obrigá-los a fazer cursos ou mestrados, voluntariado, serviços cívicos, e assim ocupados a trabalhar ou a estudar não interferem negativamente na economia. E pronto, por hoje é tudo! Boas férias e bom descanso, porque o trabalho volta ao ataque dentro de dias.
José Manuel Morna Ramos