Miguel Sá Ao longo dos últimos anos temos visto um decréscimo nos entusiastas da náutica de recreio, levando estes a vender e inclusive a abandonar as suas embarcações. Não me surpreende tais actos, pois, só por cá quem anda é que sabe o que custa ter esta paixão. Os custos elevados das marinas, ancoradouros e varadouros, afugentam tudo e todos, inclusive as embarcações estrangeiras, que nos visitavam, em especial no 2º semestre do ano, onde podíamos contar dezenas de iates fundeados na baia do Funchal. Devido à anterior administração dos Portos da Madeira, resolverem cobrar o fundeador do Funchal, e Porto Santo, cobrando tanto ou mais caro do que nas Marinas. Dizem a má-língua que foi a táctica para "empurrar" as embarcações para as marinas da Madeira. O que de facto assim aconteceu, aos que não venderam ou abandonaram as suas embarcações. Quanto aos estrangeiros, esses também mudaram, mas para as marinas das Canárias e de Marrocos (mais baratas), difamando a nossa Região, como se pode ler nos sites e revistas da especialidade. Temos de agradecer a meia dúzia de hipócritas, que legislaram sobre o que não sabem. Nos primeiros Festivais do Atlântico, (Fogo de Artificio) no Porto do Funchal, podíamos contar dezenas de embarcações e centenas de espectadores que nas suas embarcações assistiam ao fogo. Hoje, são muito poucos os proprietários que ali vão, pois as nossas autoridades proibiram de ali estarem. Estamos entregue a meia dúzia de "carrascos" que pouco a pouco vão "assassinando" a Náutica de recreio.