Tânia Camacho Venho por este meio comentar o artigo de opinião da D. Ana R. Freitas. Não tenho nenhum familiar no Lar de Idosos "Jardim do Sol" contudo, não posso deixar de me pronunciar perante tamanha estupidez de quem, obviamente, não percebe nada do trabalho que os nutricionistas fazem no decurso da sua profissão, e para a qual estudaram para poder exercê-la. Penso que todos os que lá têm familiares deviam estar gratos pelo serviço que este nutricionista, integrado numa equipa multidisciplinar, tem feito a pensar na saúde e lengevidade dos seus entes queridos. Para quem não saiba, uma alimentação saudável não é de todo um "regime rigoroso" e, pelo que sei, nenhum nutricionista fará uma dieta rigorosa a um idoso que não precise. É importante que, especialmente nesta faixa etária, haja algum cuidado e atenção com a alimentação, no sentido de preservação da saúde e não como meio de emagrecimento com, como também referido (embora de muito mau gosto) de cortes orçamentais.

Da minha parte prefiro pensar que os nossos idosos não vão para um lar à espera dos seus últimos dias mas sim que encontram um lugar para conviver com outras pessoas e serem cuidados por uma equipa técinca especializada que o que pretende é proporcionar-lhes, com respeito e carinho, dias de qualidade, inclusive no que diz concerne à alimentação.

O que dá "dó" é pensar que o trabalho dos profissionais não seja reconhecido e que pensem que uma alimentação controlada, a pensar na saúde e necessidades dos idosos, seja vista como pô-los a "passar fome". Para mim, o que é lamentável é ver o que algumas pessoas comem, fazendo mal a si próprias. P.S. Gostava ainda de saber o que a D. Ana R. Freitas quis dizer com os familiares não se manifestam com medo derepresálias, e que represálias serão essas! Vê-se mesmo o pouco crédito que se dá aos professionais de saúde ou às instituições que recebem os nossos idosos.