A Festa da Madeira na Herdade do Chão da Lagoa realizou-se num excelente e bem preparado espaço. Felicito a sua organização, também pelo arrojo da mudança. É isso que o PSD faz, continuadamente, desde a sua fundação na Madeira. Mudar, sem medo do risco inerente, mas consciente que com competência sempre envolve uma melhoria. Tem sido assim. Para continuar. Dos discursos, quero reforçar um registo feito por Alberto João Jardim: E SE NÃO TIVESSEMOS CONSTRUIDO. Imaginem que tínhamos, por absurdo, dado ouvidos à oposição, e não tivéssemos investido em obras públicas e equipamentos sociais como os governos do PSD o fizeram. O que seria do nosso futuro se não tivéssemos já ampliado o aeroporto, construído as vias-rápidas, os novos portos, a central do lixo, a distribuição de electricidade e água, as redes de saúde e educação, os espaços desportivos e de lazer, etc. Se já não tivéssemos feito….. já não as faríamos tão cedo, e tanto a actual como a próxima geração, pelo menos, não beneficiariam do que já está construído. Viveríamos em piores condições e as próximas gerações não nos perdoariam a tragédia de termos continuado atrasados e recusado aproveitar uma oportunidade única de desenvolvimento acelerado. Quem ficou para trás, atrasado ficará. Felizmente, e todos têm-no de admitir como verdade inquestionável, foi Alberto João Jardim, enquanto líder do governo social democrata, quem teve a visão e assumiu o risco da "cavalgada" desenvolvimentista de que beneficiámos. Com o voto contrário da OPOSIÇÃO, o que nunca deve ser esquecido. A verdade é que, perante a actual e duradoura crise financeira internacional, à qual devemos associar a incontornável crise económica e financeira portuguesa, da exclusiva responsabilidade dos governos de Lisboa, muito dificilmente haverá nova oportunidade desenvolvimentista. Os próximos tempos serão de aperto e escassez de recursos para quem precisa progredir. Não há crédito, tanto para quem está endividado como para quem não se endividou. Não há crédito e os bancos não querem ouvir falar de ideias ou projectos. Mesmo que se revelem interessantes. Por tudo isto, não se admirem que esteja para breve o tempo da oposição começar a exigir mais investimento público. Sejamos sérios e justos, reconhecendo o acerto destes 35 anos de progresso. Que não voltam mais! Porque não há crédito e porque já está feito. Outro registo a retirar é o de que a Madeira não é responsável pela gravidade da situação económica e financeira portuguesa. Durante anos, desde o final da década de 80, os responsáveis políticos continentais insinuaram que a Madeira era despesista e financeiramente irresponsável. Repetiram até parecer verdade. Nunca nos deram oportunidade de defesa e contraditório. Os rapazinhos de Lisboa eram uns génios da gestão do Estado e os marotos da Madeira uns gastadores incontroláveis. É o que se vê. Um Estado à beira da rotura financeira, acompanhado por um conjunto de instituições privadas cuja ajuda pública evitou a respectiva falência. Afinal, a Madeira apenas pede AUTONOMIA, sobretudo no domínio das políticas que nos permitem seguir um rumo diferente. Um caminho que continue a recusar um futuro de miséria e infelicidade como o que Portugal já está habituado e rendido. Como é possível um país levado à ruína, e que tem a maioria do seu povo no limiar da pobreza, manter o mesmo governo? E, ter o maior partido da oposição a rejeitar, ou nem atender, os contributos da sua única experiência politica bem sucedida. Mais UM que veremos passar.

Miguel Sousa