Juvenal Rodrigues Numa entrevista concedida à TSF, e divulgada no Diário, Frei Bento Domingues defendia que a Igreja não devia estar encostada ao poder porque "depois também será julgada como poder". Acho estas declarações totalmente ingénuas já que esta aliança estratégica é secular, mais acentuada nos reinados de Inglaterra, França, Espanha e Portugal onde todas as decisões do reino teriam que ter o aval da Igreja católica numa inegável promiscuidade. Esta aliança tem vindo a diluir-se ao longo dos tempos mas nos nossos dias volta novamente a acentuar-se uma vez que os políticos contemporâneos precisam dos votos que a igreja proporciona e, por sua vez, a Igreja precisa dos subsídios que eles lhe concede, daí que esta aliança seja indissolúvel. Basta ver o mal estar que a entrevista de Frei Bento causou tanto nos agentes do clero como nos agentes políticos. Creio que o próximo episódio desta promiscuidade será protagonizado pela Diocese do Funchal que ficará com o JM que, por sua vez, continuará a receber subsídios do Governo em nome da Igreja. A CDU, através do seu dirigente Edgar Silva vaticinava a "falência do Tecnopolo" e acusava o G.Regional de abandonar o projecto de exportação de inteligência conectiva. Será que o Sr. Silva-não, não é o tal- não se apercebeu que basta a inteligência do Sr.Pr. do G.Regional que dá para a Madeira, para exportar para Lisboa, Europa e até para os "States". Não exporta para o Continente Africano nem para a América latina porque é ... bem, porque eles não precisam. O que se passou no estádio do C.D do Nacional aquando do jogo Marítimo x Sporting Figal foi simplesmente deplorável. Colocou a nu o ódio que as pessoas nutrem umas pelas outra numa pequena ilha onde ninguém deve se atrever a pensar ou agir diferente. Num mau ambiente provocado apenas por duas pessoas deu para ver qual a dimensão que este eterno conflito, pode atingir. Dirigentes com comportamentos hostis, vinganças e toda uma vergonha que deveria ficar nos bastidores. Talvez se perceba por aqui o que dá ficar eternamente no poder por ordem de alguém ou por falta de candidatos que não querem assumir funções num desporto que é todo ele dominado pelo poder político. Acredito piamente que esta rivalidade não é entre adeptos do C.S.M e do C.D.N, assim é fácil concluir que se os presidentes destas colectividades já tivessem cedido o lugar a outro em nome de uma salutar alternância de poder, estas vergonhas não teriam acontecido. O G.R. sempre apregoou que o dinheiro investido no desporto profissional, que não é pouco, é para promover a nossa região não para denegrir a sua imagem lá fora.