O governo socialista insiste no erro. Perante a desgraça económico-financeira do País - grande parte responsabilidade do governo - Sócrates errou no alvo. Os dois maiores problemas, neste momento, de Portugal são: o Estado gasta de mais e o desemprego é bastante elevado. Logo, as duas principais soluções para Portugal são: cortar nas despesas do Estado e criar empregos. Na primeira já reparámos que as medidas do governo não são ambiciosas. Muito menos corajosas. Quanto à segunda - criação de empregos - o governo irresponsavelmente está a fazer exactamente tudo ao contrário. O governo deveria saber que o Estado não pode, por razões obvias, criar empregos nos próximos tempos em Portugal. Logo os empregos necessários só poderão ser criados pelos privados. No entanto o governo ataca sucessivamente as empresas e os cidadãos. O ataque aos dois é feito da mesma maneira: aumentando drasticamente os impostos sobre as pessoas e sobre as empresas. A carga fiscal atingiu, este ano, o valor mais alto de sempre! Aquilo que Portugal necessita de criar é riqueza. Também criar empresas. Criar empregos. Aumentando os impostos o governo consegue duas coisas ao mesmo tempo: o Estado fica com dinheiro para engordar - quando devia emagrecer - e as empresas ficam mais pobres. Logo ficam sem possibilidades de contratar trabalhadores. O resultado será dramático. Ao mesmo tempo que o governo insiste nesta política, a OCDE diz que Portugal tem que criar 170 mil empregos, até ao final do próximo ano, para ficar na mesma situação - que já era má - de 2008. Neste momento estamos com a taxa de desemprego mais elevada de sempre! Felizmente que a grande maioria dos países europeus seguiu receitas bem diferentes das portuguesas. Os ingleses, os alemães, até mesmo os irresponsáveis dos espanhóis e dos gregos tomaram medidas que passam por cortes sérios nos maus gastos dos Estados e, em alguns casos, cortes nos impostos para animar o consumo e a economia. Portugal que foi dos primeiros a entrar em força na crise - em força, porque já lá está há muitos anos! - será naturalmente o último a sair dela. Aliás com estas políticas dificilmente sairá.
Paulo Neves