João Freitas No site do Turismo de Portugal (www.turismodeportugal.pt) é possível consultar os estudos de mercados realizados aos principais países emissores de turistas para o nosso País. Estes estudos foram elaborados pela empresa GFK Metris, sendo um dos seus objectivos identificar onde e quando seriam as próximas férias. Os países em que incidiram as entrevistas foram: Alemanha, Espanha, França, Holanda, Reino Unido. Em cada um destes países foram entrevistadas cerca de 1005 pessoas, em diferentes dias do último mês de Maio. A metodologia dos referidos estudos pode ser consultada no site indicado. Os citados países também são relevantes no contexto das dormidas de turistas na nossa Região. A distribuição dasua ordem de grandeza, em 2009 era a seguinte: Reino Unido, 1º, com quota de 22,9%; Alemanha, 2º, 22,4%; França, 4º, 6,98%; Países Baixos, 5º, 3,88%, e Espanha 6º com 3,85%, respectivamente. Este o posicionamento no conjunto de 13 países emissores de turistas para a RAM. Do referido estudo verifica-se que: Na Alemanha, 30% disseram fazer férias no país, 18% que não fariam férias e 5% não sabiam ou não responderam. Estas indicações perfazem 53% dos que não tencionam sair do país para férias. A opção de férias no estrangeiro foi de 47%, e destes 1% incluíram a opção Portugal. No Reino Unido, 35% ficarão no próprio país, 11% não pensam vir a fazer férias e 15% não sabiam ou não responderam. O total destas 3 opções é de 61% que não perspectivam sair do país para férias. 39% dos inquiridos disseram que sairão para o estrangeiro, em férias, e destes 04,% indicaram como um dos países de escolha, o nosso País. Na França, 45% não pensavam sair do país em férias, 22% que não farão férias e 9% não sabiam ou não responderam. Assim, não deixarão o seu país 76%. A escolha de férias em países estrangeiros foi de 24%, dos quais 1% incluiu Portugal. Em Espanha, 49% não consideraram fazer férias fora do seu país, 31% não sabiam ou não responderam e 7% indicaram não fazer férias. A soma destas indicações é de 87% que não tencionam sair do país. A escolha por destinos estrangeiros foi de 13%, em que 1% indicou Portugal como escolha possível. A Holanda, a que apresenta melhores resultados que os anteriores países na escolha de férias no estrangeiro. Assim, 16% disse que ficariam no seu país, 20% que não fariam férias, e 11% não sabiam ou não responderam. O total dos que não pensavam sair do país é de 47%. A intenção de escolha de um destino de férias no estrangeiro foi indicada por 53% dos entrevistados, dos quais 1% indicou Portugal. Estes estudos deixam transparecer, o que já era expectável, que com a aplicação dos planos de austeridade pelos governos de cada país, em conjunto com a crise económico-financeira que o Mundo vive, contribuiria para uma alteração radical nas escolhas de férias dos seus cidadãos, num espaço de tempo, no contexto destes estudos, entre 3 e 24 meses. Na evolução do turismo, na nossa Região, estes países são referenciais, e a concretizar-se o que os estudos perspectivam, possivelmente, continuarão as quebras nos fluxos de turistas destes países. As duas variáveis, turismo no estrangeiro e austeridade, não parecem ser compatíveis...