M. Silva Muito se tem falado sobre os sucessivos recordes da taxa de desemprego, insolvências de empresas, crédito mal-parado entre outros flagelos ligados ao desempregado. Mas pouco se fala naqueles trabalhadores que em pleno séc. XXI, num país da União Europeia que, diariamente são explorados pela astúcia de algumas entidades empregadoras. Refiro-me pois à artimanha dos "recibos verdes". Os recibos verdes que, na verdade são azuis, foram criados para uso dos "trabalhadores independentes". Ou seja, os que não têm patrão ou horários de trabalho estabelecidos, e prestam os seus serviços por meios próprios e de forma autónoma. A entidade empregadora não tem poder disciplinar ou subordinação sobre este tipo de trabalhador. Muitos patrões, utilizam este método em substituição do clássico contrato de trabalho, podendo assim mais facilmente despedir, pagar menos e explorar mais! Pior ainda! Podem fugir aos seus deveres como patrões e ignorar os direitos dos trabalhadores, consagrados no Código de Trabalho. Repugna-me saber que, um dos maiores prevaricadores deste sistema, seja o próprio Estado! Podemos encontrar situações desta natureza em sectores públicos, tais como: ministérios, autarquias, segurança social, centros de emprego… enfim, a lista é infinito. Apelo a você leitor, se for convidado a trabalhar a recibos verdes, rejeite prontamente se tiver obrigações de: a) obedecer a uma hierarquia dentro de uma empresa. b) Cumprir um horário de trabalho estipulado. c) Receber uma renumeração fixa. Proponha em vez, a celebração de um contrato de trabalho. Patrões: Tenham moral!