O Campo de Golfe da Urbanização do Faial já não está com os buracos todos. Parece que alguém não gosta de dar (levar) umas tacadas e mandou asfaltar (remendar) parte do património público reservado à arte de Ballesteros. Pelo menos, quem passa de carro agradece à edilidade funchalense e logo agora que vêm aí mais cinco milhões. Engraçado que tenham tapado os buracos quase ao mesmo tempo que Portugal abria um bem grande na África do Sul. Coitada da nossa selecção, deu sete aos coreanos no único jogo onde mostrou que queria ganhar. E Queiroz nem foi o culpado. O grande responsável será Madaíl, agora que o aguente até ao próximo Europeu, pode ser que aprenda mais um pouco em como não convocar lesionados e pô-los a jogar, em como não fazer adaptações com originais no banco. E pode ser que Queiroz aprenda a ler o jogo, para além de não depender de joguinhos de empresários e presidentes de clubes. E ainda, mais importante do que andar ao soco com comentadores, que consiga tornar o espírito da selecção mais forte não só entre os jogadores, mas também com a equipa técnica. Valha-nos que ainda há gente que diz que vá lá, vá lá, perdemos com o campeão Mundial. Devem ser os mesmos que se queixaram quando Portugal perdeu com "aquela" Grécia, só porque era Scolari. Esse queria ganhar, este não quer perder. E os campeões são aqueles que querem vencer. O Marítimo queixou-se de "pormenores" no Estádio da Madeira. O primeiro culpado foi o Marítimo, porque conseguiu a classificação europeia. O segundo foi o Marítimo, porque deveria ter pago os 25 mil euros pedidos e "mai nada". O terceiro culpado continua a ser o Marítimo, porque estava à espera de quê quando todos conhecem o que se passa entre os presidentes?! Sem referir o que quer que seja e depois de tudo o que disseram Pereira e Alves, seria de esperar bom senso?! Seria sim senhor, porque as duas instituições ficam, enquanto os presidentes vão passando. Leva tempo, mas que lá vai, vai! Fica a vitória e o desejo de que não se repita, em caso de necessidade, o floreado pouco abonatório para, principalmente, quem empresta uma casa que foi, em grande parte, paga pelo erário público, tal como os Barreiros. Mas fica a pergunta: se o Marítimo tivesse pago, teria sido outra coisa? De resto tudo na mesma. A reconstrução vai devagar porque o dinheiro não chega e o que chegou há pouca gente a saber o destino. Os carros do rali sempre vão navegar e o radar do partido único está quase pronto. O estudo da auto-sustentabilidade ainda não foi entregue a Jardim e a revisão constitucional não vai dar em nada só porque o presidente do Governo Regional assim o diz. A autonomia continua só com um dono, muito embora o dono diga que a autonomia é do povo, esse tal que nem entrou no dia da Região. Foram absolvidos todos os que compraram bens para a Câmara, pagando cinco vezes o preço de mercado, mas o juiz disse que a qualidade era tanta que não viu nada de mal. A nova saúde oral vai testar as "placas e raízes" dos idosos do Norte, mas antes de ir já despediu mais alguns pelo telefone. E uma casa de apostas russa quer comprar o polvo adivinhão. Penso que guisadinho ou à lagareiro, o polvo vai adivinhar umas coisas. Por mim, depois do excelente porco na roda na Ponta de Sol, em casa do sr. Manuel da Luz, só mesmo um macarrão em S. Jorge. Com muito gasóleo e tento no balão, porque a polícia não anda só na praia a multar os carros estacionados que apresentem temperaturas superiores aos 50. E cuidado com a condução, este ano já foram 10, não queiram fazer parte da segunda dezena.
Paulo Gomes