Zita Cardoso As minhas causas são públicas na defesa da economia e sobrevivência do pequeno comércio da cidade e baixa de Machico, sempre com uma postura construtiva e na qualidade de Presidente da Associação Empresarial, fundada há 13 anos, com estatuto de utilidade pública, o qual peço-lhe respeito e educação pelos empresários e comerciantes. Nunca os ataques e calúnias pessoais trazem mais valia a quem defende o desenvolvimento e trabalha para o bem social. As causas deste conflito, quer pessoais quer para as instituições que representamos e que se tornou publico devido às decisões unilaterais erradas, que prejudicam a paz social tão necessária, vão desde o impedimento do comércio em período de verão, com feiras e mercados ao ar livre, dinamizando a cidade, e menosprezando os comerciantes participantes; foi também a tentativa de implementar um mega loja chinesa, numa concorrência desigual; é a recente desertificação da cidade de Machico, com a penalização do pagamento dos parques a 1€ a hora, incluindo feriados e fins-de-semana, afastando os visitantes desta cidade e das excelentes infra-estruturas criadas pelo Governo Regional (praias, piscinas a 1.50€ no Caniçal e Porto da Cruz, equipamentos públicos, etc.). Contudo há desconhecimento publico sobre a legalidade para quem reverte o beneficio desses parques - Autarquia ou Privado?; a ultima demagogia é a alteração do Dia do Concelho (terá de mudar desde a ponta do Tristão à ponta do Oliveira, conforme carta de doação da Capitania em 1440). As manobras dos ataques pessoais fazem-me relembrar-lhe que sendo escritora de 14 livros já publicados, tive a honra de V. Exca. ter sido tradutor para Francês do roteiro cultural e turístico de Machico em 1987; mesmo desvalorizando a ACIM, antes de ser Presidente da Câmara, beneficiou das minhas funções, foi também seu formador na área de Francês em dois cursos de Turismo, entre os 33 já concluídos. Este é o fruto da figura institucional do destacamento que lhe está atravessado na garganta e que também já usufruiu como professor, para as funções políticas do PS e do PSD que foi desempenhando, como deputado e autarca. Quantas pessoas estão destacadas na Câmara a exercer funções de importancia social? Ou será só o meu destacamento que o incomoda? Quanto a habilitações literárias, lembro-lhe que para além de licenciada em Historia pela Universidade Clássica de Lisboa e Mestre em Gestão do Turismo pela Universidade de Surry em Inglaterra, fui bolseira da região pelo CITMA por mérito próprio. Nunca auferi de ordenado de 50mil euros pois o meu salário corresponde ao da tabela salarial de professor. Penso que deverá estar a referir-se à sua "dourada" folha de ordenado, o qual sim, provem do voto do povo, pois é pago para representá-lo. Informo-lhe não lhe permitir qualquer legitimidade para reprimir as minhas opiniões, pois antes de V. Exca. existir para o serviço publico, trabalhei nas actividades culturais da Camara, fui vogal na Assembleia Municipal, desde a Presidência de Jorge Gomes e Jorge Moreira, saindo com a sua entrada para a vice-presidência de Martins Júnior pelo PS na Câmara Municipal de Machico. De saltitar em saltitar, deve referir-se à sua política de vida, nunca à minha. As inúmeras viagens que se refere, deve ser engano do seu cartão de embarque, pois várias dessas viagens com mordomia de comitiva e direito a secretário privado, são efectuadas por si e pagas pelo erário público. As minhas de carro, barco e avião são pagas com o meu dinheiro. Também informo que os membros dirigentes da ACIM terminam os seus serviços cívicos em Março de 2011, ficando os lugares vagos. "Quanto mais se mexe na porcaria, pior cheira", dou por encerrada esta crónica de escárnio e maldizer.