A África, realizou finalmente, um gigantesco espetáculo desportivo á escala mundial e os sul-africanos como seus anfitriões, demonstraram ao mundo, uma inequívoca capacidade organizativa, onde sobresaíu, uma qualidade extrema para receber os visitantes, para os divertir, para os ocupar culturalmente, dentro desse país imenso, multifacetado, e também "lindo de morrer", e onde qualquer ambiente pode ser escolhido, entre a mais pura savana africana e a mais distinta zona citadina, digna de qualquer grande cidade europeia! Os sul-africanos organizaram, talvez, o melhor campeonato do mundo de futebol e utilizaram esse previlégio, para mostrar a esse mesmo mundo, um país, que porventura muitos desconheciam! E assim, demonstraram que pertencem ao nosso planeta, e que, apesar do continente africano "padecer" de enormíssimos problemas - tantos, que até nos custa a enumerar - eles, África do Sul, estam bem "vivos" para lutar pelo progresso do seu país, e merecem pois, o nosso apoio, a nossa atenção e a nossa verdadeira preocupação! E aqueles que lá estiveram, a deliciar-se, a degustar-se, num ambiente deveras fastástico, puro e natural, puderam observar , o esforço, a iniciativa e a boa intenção do povo sul-africano. Que têm muitas raças, com muitas linhas de pensamento, também, com as mais variadas cores de pele, mas que, fazem concerteza parte integrante, da mão de obra, do maior "motor" económico do continente africano! E em termos futebolísticos, a África do Sul , apesar de cedo eliminada na contenda desportiva, foi ela mesmo, quem ganhou verdadeiramente o Campeonato do Mundo... como diria tão simples e oportunamente, o bispo da Igreja Anglicana e Nobel da Paz, Desmond Tutu! E quanto a nós portugueses? Não nos merecem grandes comentários! Aliás, já os fizeram em demasia! A falta de controlo e organização dentro do grupo, era mais que evidente, ... onde até um cego conseguia perceber ... usando apenas a bengala! Só disparates e infantilidades, a começar com aquela escorregadela do Nani, no "sabão-azul" do balneário, "fissurando" uma clavícula! Enfim, o melhor é tomar meio-"Lorenin" e partir p´ra outra! Acabada a euforia, desta grande festa africana, há que voltar á realidade, ao trabalho, e o país organizador terá de retornar á "verdade" quotidiana e aproveitar o que de bom foi realizado e investido. Uma República com três capitais - administrativa, legislativa e judicial - com onze línguas oficiais, que foi outrora, exemplo máximo da segregação racial, tendo conseguido á custa de um desenvolvimento organizado, grande riqueza e prosperidade, e que mais tarde, extinto o regime de "apartheid", foi capaz de abrir as suas fronteiras aos países circundantes e vizinhos - merece continuar a crescer e a dar bons exemplos desse desenvolvimento, apesar de todas as dificuldades, sejam elas, sociais, étnicas, raciais, económicas ou culturais. E é um país que, na circunstância actual, não pode perder o "equilíbrio", sob pena de fazer "arrastar", outros países á sua volta, que dele dependem económicamente. Esta é uma pequena "fotografia digital", de um país riquíssimo, promissor, recheado de cenários invulgares, com uma fragilidade político-social declarada, e com uma saúde pública complicada, pela pobreza e pelo desemprego. Houve de tudo! Goleadas, "frangadas", golos confirmados não contabilizados,vuvuzelas manuais e eléctrónicas e até houve polvos e papagaios para "apimentar" a festa! E houve uma grande jornada de futebol de primeira em S.A.! E tudo mereceram, por aquilo que muito bem organizaram!
José Manuel Morna Ramos