Manuel Nunes Pereira Para haver uma mensagem tem de haver um emissor e um receptor, no caso do discurso político, um emissor e vários receptores. Sem querer aprofundar muito os conceitos de interpretação da mensagem política, poderemos dizer que, por muita clareza, objectividade, verdade e pertinência que a mensagem política tenha, esta poderá ser sempre enviesada e distorcida pelo receptor. Vejamos um exemplo insular. Presto muita atenção aos discursos dos diversos agentes políticos, sendo a política a minha área de investigação, um deles, que confesso respeitar, é José Manuel Rodrigues. Eleito para um mandato eleitoral na Assembleia da República, tem capitalizado o seu mandato de forma exímia, defendendo os interesses da região, proclamando valores essenciais à autonomia, e lutando por melhorar a qualidade de vida dos madeirenses. Não é por acaso que o faz, já antes, no contexto regional o fazia, e poderia até dar diversos exemplos de racionalidade, objectividade e concretização de projectos (aplicabilidade racional da Lei dos Meios, defesa da liberdade de imprensa e implementação do projecto do novo Hospital, e estes são apenas alguns exemplos), no entanto, o político, José Manuel Rodrigues, sendo militante e líder de um partido da oposição, a sua mensagem é interpretada de forma dúbia e circunspecta. Ora, esta distorção da mensagem política é prejudicial à democracia e interesse público, e todos nós cidadãos deveríamos olhar, ouvir e reflectir a mensagem política independentemente da origem desta, sem a distorcer e deformar, de modo a poder de uma forma clara poder avalia-la e decidir se ela é positiva para todos ou não. PS: É a primeira vez que publico neste espaço, e quero louvar a esta iniciativa denominada "Cartas do Leitor".