Duarte Caldeira Ferreira Já perdi as contas das vezes que fui á Feira do Gado do Porto Moniz, como foi conhecida durante muitos anos a actual Feira Agro-Pecuária do Porto Moniz. Lembro-me de ter feito o meu estágio, quando acabei o meu curso, na então Junta de Lacticínios da Madeira e por esse motivo, colaborei na realização da Feira do Gado do Porto Moniz e também na de São Vicente. Não havia nada, era preciso fazer tudo todos os anos, até que foi resolvido, aos poucos ir, fazendo estruturas mais ou menos fixas, até que se chegou ao que já é há muito anos. A utilização e decoração do recinto, pouco tem evoluído, mantendo-se tudo na mesma. De um ano para outro, nada muda, a imaginação não funciona. São as "barraquinhas" de comes e bebes, os expositores de produtos para a agricultura e a exposição que deveria ser das produções dos agricultores, mas que não é. Penso que deveriam, existir umas vinte ou trinta barracas de venda de plantas, algumas com o nome e o nº de sócio da respectiva Associação, mas a vender produtos importados, em especial no sector de plantas ornamentais e floricultura. Exceptuam-se as produções da empresa Forialis e dos stands do Governo ( floricultura e fruticultura), que só vendiam produtos produzidos por eles próprios. Havia, também um ou outro stand em que havia mistura de produção local e importada. Lamentamos que, numa organização do Governo, que deveria ser para promover a produção regional, exclusivamente, se permita que se vendam produções de outras localidades. É uma vergonha…. No restante a Feira, mantêm-se igual, valendo mais pelo arraial do que pela exposição dos nossos produtos. O pior é o regresso para o Funchal. Lembram-me outros tempos em que se demorava do Seixal ao Funchal, cerca de uma hora e meia, no tempo da chamada "Madeira Velha". Não tínhamos vias Expressas e rápidas, mas também não tínhamos semáforos nos túneis ou noutros locais que, nem sequer para o fim de semana em que toda a estrada da Feira do Gado até ao Funchal, tem mais movimento. Aliás a incompetência hierárica da Secretaria Regional que tem o pelouro das estradas, está bem patente neste circuito: Projectos mal concebidos, favorecendo terceiros, mal executados e mal fiscalizados, para além da demora inconpreensivel nas obras de recuperação da estrada na zona da Serra D'Água e de outras que entretanto foram necessárias realizar. Vejamos: Nos túneis entre São Vicente e o Seixal, decorrem obras de impermeabilização há mais de oito meses ( há dias dizia seis meses, mas alguém me informou que são oito), havendo necessidade de recorrer aos serviços de uns semáforos, porque no túnel antes da Ribeira do Inferno, existem uns andaimes a ocupar a faixa da esquerda. Perguntamos se não seria possível recolher, só por este fim de semanas os ditos andaimes? Ou melhor não será possível fazerem pelo menos dois turnos durante o dia ou a noite, pois nessa zona não vive ninguém e, portanto não incomoda? A fila do arranca e pára, começava na zona do Véu da Noiva. Demorei quarenta e cinco minutos para chegar do Seixal ao Calhau de São Vicente. Em velocidade normal cheguei ao túnel da Encumeada, onde estava uma placa a limitar a velocidade durante 5.800 m, para 50 Km/Hora, mas já dentro do túnel havia um sinal luminoso a limitar a velocidade em 80 Km/hora. Do fim do túnel até á ligação com a Via Rápida na Ribeira Brava a velocidade máxima era de 50 Km/Hora. Façamos contas, do túnel da Encumeada á ligação com a via rápida, são 11 Km, por isso não conseguimos perceber quais os 5.800 m onde começam e acabam estes quase seis km. Com os engarrafamentos da Serra D Água, demoramos até chegar ao Funchal, um pouco mais de uma hora e trinta minutos, mas já estou a ficar preocupado porque as eleições do próximo ano só serão depois da Feira, o que significa que a cena repetir-se-á…