É obrigação de todos, e de cada um de nós, tudo fazermos para contribuir, com a nossa quota parte, para construirmos um País melhor. Apanhados por uma crise internacional, em situação de prolongada crise estrutural interna, vemos, por isso, as nossas dificuldades agravadas. Não podemos, porém, deixarmo-nos dominar por qualquer pessimismo descrente, pois, mostrámos, no passado, em momentos difíceis da nossa História, que somos capazes de ultrapassar muitos "Cabos das Tormentas". É certo que, infelizmente, vivemos uma situação desajustada, em termos de Governo, face à dimensão ciclópica do que nos é exigido. Num momento em que precisávamos de um Executivo credibilizado, de um timoneiro que inspirasse confiança, que a todos nos mobilizasse num verdadeiro projecto de reconstrução nacional coerente, temos exactamente o contrário. O Primeiro Ministro está completamente desacreditado e o Governo navega à vista, sem rumo! A trapalhada que tem sido o processo das "SCUTS" e a total falta de capacidade para, a tempo, intervir junto dos Governos de Espanha e do Brasil, na defesa dos interesses de Portugal no âmbito do negócio Telefónica/PT/Vivo, revela bem o desnorte da governação socialista. Tudo foi deixado para o último minuto, lançando-se mão da "Golden Share", o que pode fazer falta em circunstâncias bem mais difíceis e mais adequadas (eventual OPA à PT), sujeitando-se Portugal ao vexame da condenação pelo Tribunal Europeu, por inobservância das regras Comunitárias a que devemos obediência, como membros da União Europeia. Precisamos, pois, de, no quadro da nossa Democracia, que se quer adulta, encontrar alternativa idónea capaz de aproximar governantes e governados, e de travar uma certa onda de descrença e mesmo algumas crescentes situações de desespero. Nós madeirenses somos uma parte do todo nacional que nunca se deixou cair em derrotismos mórbidos, nem em fatalismos catastrofistas. Por isso, não só não nos podemos deixar influenciar (diria inquinar), por qualquer pessimismo, como devemos ser, como já fomos, noutras ocasiões, no passado, o esteio e exemplo de quem nunca baixa os braços, especialmente nos momentos mais difíceis. Não posso deixar de referir aqui o que se vem passando com a Zona Franca da Madeira. Li, com espanto, declarações de responsáveis locais do Partido Socialista a acusar o Secretário Regional do Plano e Finanças de ser o culpado pelo facto de terem sido interrompidas, por parte do Governo português, as conversações com a Comissão Europeia. Será que pensam que os madeirenses são tolos!? Toda a gente sabe que a Região, por razões inerentes à soberania do Estado, não pode, de per si, estabelecer negociações com entidades externas, incluindo a União Europeia. O Governo da República, teimosamente, está a prejudicar o País e a Região ao, unilateralmente, interromper as conversações que visavam assegurar maior competitividade à Zona Franca da Madeira. Não se percebe, como é que os dirigentes locais do Partido Socialista, com um Governo da sua cor, na República, não se empenham e não conseguem convencer o Ministro das Finanças, em vez de acusarem, injustamente, o Governo Regional. Só se pode concluir que não são capazes de defender a Madeira e que nem o Partido a que pertencem os ouve! Vamos apresentar um Projecto de Resolução na Assembleia da República a exigir que as negociações relativas à Zona Franca sejam retomadas. Vamos ver como se comportam os deputados do PS e os dos demais Partidos!? Vamos ver quem defende a Região e os madeirenses!?
Para onde vamos…!?
O Primeiro Ministro está completamente desacreditado e o Governo navega à vista