Ricardo Brito Caro leitor, se num jogo de poker, o seu adversário, mais forte e poderoso, vencesse o jogo com ajuda das cartas que retirava do bolso, o que sentiria e como reagiria?
Se existe uma organização técnica e regulamentos, a situação mais correcta e óbvia é a participação nas provas com fair-play e honestidade e não com batota. O regulamento da Taça dos Campeões em Iniciados, enviado pela Associação de Futebol da Madeira, visa e muito bem para estas idades, que cada equipa utilize praticamente todos os jogadores nos jogos que dispute, e que apenas 3 jogadores possam participar em 3 períodos seguidos (o tempo de jogo nesta competição é de 4 períodos de 20 minutos). No entanto, não foi o que se passou este Domingo, na meia-final, entre Marítimo e Ribeira Brava, em que, foi claramente violado o ponto nº 6 do regulamento, com a participação de 4 atletas do Marítimo em 3 períodos seguidos, especificamente, os últimos 60 minutos de jogo.
Após observação deste facto, foram seguidos os procedimentos que penso ser os mais correctos: apresentar a situação aos árbitros (que no entanto, não realizaram o controlo do regulamento durante o jogo), registar a situação no relatório de jogo, e apresentar testemunhas que comprovam tal facto. As desculpas, ocultação de factos e a fuga de responsabilidades foram de mais evidente, por parte, dos responsáveis pela prova e da equipa adversária.
Num país democrático, a violação de leis e regulamentos não é permitida, apuram-se as responsabilidades dos prevaricadores e aplicam-se castigos, pelas respectivas entidades.
Porque, se não for assim, nos jogos desta quinta-feira (10 Junho), como pedir às restantes equipas do torneio, que existe um regulamento e leis para seguir? Que transmitir aos jovens atletas e futuros jogadores, quando percebem e sentem que o jogo limpo, não é para todos, e que aqueles que não o fazem, possam quiçá, ficar impunes?