Manuel Neves Em tempo de crises várias um destino como a Madeira sofre, também, de várias formas as consequências das nuvens vulcânicas, dos "rattings", dos bancos, dos políticos, etc. Não precisa, certamente, de sofrer ainda de ourtras "crises" internas ( da Ilha) , sejam as das incompetências e não qualificações de alguns dos seus responsáveis, sejam as de indefinições ou contradições dos seus modelos de promoção, sejam, finalmente, as mais comezinhas e que se manifestam nos mais pequenos actos diários de pequenas (grandes) prepotências ou somente de pequenas (grandes) asneiradas. Leio no DN de domingo 6 de Junho que "há revolta nos bares do Porto Santo" , e , na notícia, acusações de diferentes tipos entre uns e outros - detendo ou não o pequeno/grandes "poder"; leio, no mesmo número do DN, que "obras e assédio espremem turistas" no Porto do Funchal". Tenho lido, e ouvido inclusive na RTP Madeira, as "discussões" - que são mais discursos unilaterais - sobre que tipo de de promoção, que mercados atingir, que estratégias a desenvolver, que , que, que ... ! Li os custos que iriam ter os 4 ( quatro ) espectáculos da edição deste ano do Festival do Atlântico. E perante tudo isto tinha a impressão que: 1) No meio destas "crises" todas; 2) Independentemente das estratégias; O Festival do Atlântico pretenderia ser um pólo de atracção turística, um evento para agradar a quem pretendesse desfrutálo. E pensava ( santa ingenuidade ? ) que para tal deveriam ser criadas todas as condições para quem o quizesse ver o pudesse fazer com um mínimo de qualidade. Ou seja : para que os turístas ( nacionais e internacionais) e os Madeirenses (todos) que o quizessem ver o pudessem fazer - e não só os meia dúzia de "importantes" que tinham assento nas bancadas do Cais ( será que estes trazem alguma coisa para combater a "crise" e as "crises" ?) . Um dos poucos locais com alguma qualidade para ver este espectáculo é o Parque de Santa Catarina. De tal forma que todos os anos para ele acorrem centenas de interessados - sejam Turistas sejam Habitantes locais. Com espanto vi acontecer algo bizarro : portões abertos, entrada de largo número de pessoas, aproximação da hora de início do espectáculo e eis que chega a Primeira Emoção - façam o favor de sair pois recebemos ordem de fechar os portões e pôr as pessoas fora ( segurança dixit !). Como bons contribuintes ( os nacionais) e bons "esprimidos" ( os de fora) lá saiu toda a gente para , depois, se amontoarem nas imediações da Avenida ( os que quizeram mais mordomias reservaram antes a "Beer House", mas isso é com a bolsa de cada um ). E lá fomos para as "Emoções de Côr e Luz" com a emoção que é vêr os nossos dinheiros assim (mal)tratados. Quem deu a ordem do fecho do Parque ? Alegando que razões ? E que condições foram criadas em alternativa ? Ou mesmo que condições foram criadas, tão só, para se poder ver este espectáculo que custa ums milhares ao erário público ? Ou o festival é para ter mais emoção com a procura duma nesga de onde se possa vê-lo ? Ai que Emoções Turísticas ! Que gozo deve ter dado ao(s) detentor(es) do(s) poder(es) propiciar tantas Emoções ! Bem Hajam e .... que se lixe(m) a(s) crise(s) !