Olavo Manica Não é futebol, é política. Dos 19 acordos comerciais, as Empresas portuguesas investirão na Venezuela na construção de vivendas, fábricas de pré-fabricados e de blocos, computadores Magalhães, investimentos para gerar electricidade, na exportação de alimentos e controlo de qualidade, produção de medicamentos, fornecimento de 3 barcos, um para turismo e dois para transporte de alcatrão. Venezuela 1: enviará petróleo. Chávez prometeu a Sócrates segurança e respeito à livre empresa, tire o cavalinho da chuva, são já milhares de promessas incumpridas durante mais de uma década. Este governo confisca e expropria todos os dias comerciantes portugueses, mas Sócrates jamais poderá criticar publicamente Hugo Chávez, sob pena de que os acordos assinados serem rasgados e os barcos de petróleo irem para outras bandas. Mais de 7 mil fábricas e Indústrias fechadas por esta revolução de inaptos dá nisto, andar mendigando dinheiro e bens Mundo fora. Nos diversos acordos Portugal avaliza as Empresas e dá-lhes garantias para a cobrança, pois sabem que em qualquer momento Tribilín (apodo do comandante conspirador) não lhes paga e manda os acordos para a sanita. No papel, os acordos assinados favorecem Portugal, Venezuela termina sempre dando mais do que recebe, quando paga. Estes acordos são excelentes para as Empresas, mas lesarão mais cedo do que tarde o Estado Português. Esta revolução já deve uma vela a cada Santo e terminará não pagando como vem sendo já costume. Mais de 4.000 contentores, cerca de 80 mil toneladas de alimentos importados em mau estado, tiveram que ser deitados fora, alguns em pleno mar. Se colocássemos os contentores em fila chegava do Caniçal até o Paúl do Mar, uns 40 Km. Desde o ano passado que esses contentores estavam no porto, durante a última década são milhares de casos similares a este. No mínimo é um crime. A Empresa portuguesa SOVENA teve que regressar a Portugal depois de ano e meio, 10.000 toneladas de azeite de soja porque Venezuela nunca as pagou. Tiveram que converter o azeite em biodiesel, o Estado Português pagará as perdas para que não haja escândalo. As Empresas internacionais têm que pagar subornos aos revolucionários corruptos para poderem realizar investimentos na Venezuela e logo voltar a pagar para receberem por esses investimentos. Durante 11 anos este governo assinou tantos acordos com governos estrangeiros que já lhes perdeu a conta. A Assembleia Nacional, que por lei deveria supervisionar os ditos acordos e submetê-los a aprovação e logo autorizá-los, desconhece-os completamente. Não conhece os pormenores e as condições e se são benéficos ou prejudiciais para o País. Este governo revolucionário descobriu que invadir, saquear, confiscar, expropriar e importar é mais fácil que produzir.