Em plena época de São João, a tradicional iguaria fresca da época não abunda na lota do Mercado dos Lavradores. Segundo trabalhadores contactados no local pelo DIÁRIO, o facto de não haver muito atum fresco está relacionado com a venda do pescado a empresas que o encaminham para outros mercados.
“Andam a fazer muitos negócios em cima do mar e não deixam que o atum chegue à lota, por isso temos que 'comer' com o atum assim...”, apontou Sidónio Silva.
Nas diversas bancadas, a falta de atum eleva o preço até aos 12,95 euros, um valor proibitivo para muitas famílias, assegura o funcionário, admitindo que os clientes reclamam acerca do preço.
Na bancada ao lado, o colega 'Peseiro' corrobora: “Se quisermos atum temos que ir à Zona Franca comprar”.
“Os clientes pensam que estamos a encarecer o atum, pensando no São João, mas isso é mentira”. 'Peseiro' acusa empresas do sector de comprar todo o atum pescado na Região para o levar para Espanha. “Se o atum viesse para a lota estaria a metade do preço”, conclui.
O preço do atum fresco parece condicionar sobretudo as famílias. Ao nível da restauração, pelo que o DIÁRIO conseguiu apurar, a opção recai sobre o atum congelado, contudo, ninguém quis dar a cara, e quem falou, não confirmou esta situação.
