Claúdia Mendonça Antes de mais um agradecimento aos partidos políticos que na passada segunda-feira tiveram a disponibilidade para dar visibilidade ao que considero uma injustiça social, nomeadamente, o encerramento do "jardim-de-infância" Lívia Nosolini. Um apelo fica à concertação política para o bem-estar social, que é uma necessidade mais do que um apelo. É certo que é tempo de contenção económica, é já um assunto que demais se fala e pouco se faz para modificar a cultura consumista que demais se intersectou na sociedade portuguesa, mas no meu entender não poderá ser o futuro da sociedade, no campo da educação que esta acção deverá tomar lugar, com decisões drásticas, que apesar de, na comunicação social muitos virem afirmar que é uma decisão ponderada e estudada, continua de difícil compreensão. Certo que deverá ser um esforço de todos, pois directa ou indirectamente, para esta crise todos nós contribuímos, mas calma com a lógica de contenção de custos, não devemos disparar em todas as direcções, manifestando o meu receio de que esta atitude possa comprometer a construção futura da nossa sociedade. Dos poucos aspectos que as respectivas entidades oficiais tiveram sensibilidade de tomarem em consideração, como a colocação prioritária de todas as crianças da instituição em instituições públicas dentro da sua área de residência, continuamos a esquecer outro aspecto importante dentro desta comunidade educativa e da sua integração, o que será feito quanto aos trabalhadores? Como se processará à sua integração? Denotei muita inquietude, incerteza e preocupação dos mesmos quanto ao mesmo processo. Por isso venho apelar à concertação política, para que se envolvam mais profundamente e de forma abrangente perante toda a comunidade educativa, nas suas preocupações e aspirações futuras, para que situações semelhantes não aconteçam com uma maior regularidade, como infelizmente sinto que virá a acontecer.