Carlos Jorge Gomes Pereira No exercício do meu direito de resposta (à carta subscrita pelo autor identificado pelas iniciais A.M), gostaria que publicasse o seguinte texto:

1- A ESCOLA é de facto um lugar promotor de uma cultura de paz e respito pela dignidade dos seres humanos. Por conseguinte, o uso da correcção na LINGUAGEM deve ser recíproco, entre todos os AGENTES EDUCATIVOS;

2- O diálogo foi tentado, várias vezes, no sentido de articular responsavelmente a intervenção da FAMÍLIA no processo educativo, conjuntamente com a ESCOLA, conforme defende o Art 36º da Constituição da República Portuguesa;

3- A prepotência e o abuso de poder não devem ser aceites numa Sociedade Democrática e participativa, de modo a que todos os actores educativos se sintam valorizados, dignificados, e, por conseguinte, verdadeiramente motivados;

4- A FAMíLIA deve respeitar o espaço da ESCOLA, mas esta não deve "impor" à FAMÍLIA soluções que não sejam articuladas co-responsavelmente com o Enc. de Educação do aluno, conforme se depreende da aplicação do Estatuto Disciplinar do Aluno. Devemos tentar encontrar, sempre, uma solução que não penalize o aluno no seu percurso de ensino-aprendizagem, em igualdade de oportunidades com as outras crianças, de modo a que a ESCOLA seja verdadeiramente INCLUSIVA;

5- As medidas disciplinares aplicadas aos alunos deverão estar contempladas no Regulamento Interno, a nível do procedimento disciplinar, e, não deverão ser aplicadas outras, de modo arbitrário, dando a ideia do "QUERO, POSSO e MANDO";

6- Já é um lugar comum neste país, denegrir a imagem daqueles que procuram fazer valer as suas ideias, as suas opiniões, e esclarecer a opinião pública, de modo a descredibilizar a força da sua indignação, face a medidas impostas coercitivamente, unilateralmente, duma forma arrogante e abusiva;

7- De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Crianças, devemos, sempre, promover a sua LIBERDADE, e fomentar a criação de condições que favoreçam o seu progresso, desenvolvimento sustentado.