Cidália Nóbrega Quando à tardinha saímos das escolas, e dos empregos, corremos para apanhar o autocarro, chegamos cansados depois de mais um dia de labuta. Mas às vezes há supresas nas paragens de autocarro, e algumas bastante desgradáveis. Vem isto a propósito dos contentores de lixo existentes na Rua Artur de Sousa "Pinga", na paragem do autocarro 37, frente ao Museu da Casa da Luz e perto da Sede do Club Sport Marítimo. Às 19 horas, ninguém consegue permanecer junto dos ditos contentores, devido ao cheiro nauseabundo a peixe podre que eles exalam. Há dias o caso estava pior, alguém lembrou-se de deitar creolina em cima da sujidade, e o efeito foi terrível. Antes dos acordos com a C.E., os restaurantes e hóteis tinham um triturador de lixo que chamavam "O Porco", este triturador era uma máquina prodigiosa, triturava os restos das limpezas do peixe, da carne, e outros resíduos, e enviava-os directamente ao cano geral; era "o porco" mais higiénico do mundo. Mas depois que aderimos ao H.A.C.C.P. apareceram na área da Restauração uns Engenheiros Biotecnólogos que proibíram muita coisa útil na higiéne da alimentação, e uma delas foi o triturador de resíduos. Gostaria de convidar esses senhores Engenheiros Biotecnólogos, a irem à dita paragem dos autocarros, cheirar aquela pestilência. Afinal, ali a saúde pública também está em jogo, e de que maneira…