David Veiga Ao longo da história houve vários sistemas económicos que falharam ou foi necessário reformá-los. Estamos, agora, a viver o princípio do fim do actual sistema económico: O capitalismo. Quando este começou a perder força surgiu o fenómeno da globalização em finais do séc. XX para proporcionar nova dinâmica ao capitalismo. Funcionou por algum tempo, mas assistimos actualmente a uma nova crise.

O capitalismo está agora em coma profundo e luta contra a morte com muita benevolência dos trabalhadores (e pouca dos gestores) que auferem baixos salários. É com os sacrifícios destes que as empresas competem entre si e, por enquanto, conseguem escoar os produtos ou serviços e obter rendosos lucros. Todos os anteriores sistemas económicos ruíram ou deram origem a outros sob as suas próprias contradições.

A contradição do capitalismo é a seguinte: como é um sistema baseado na acumulação de capital e no lucro, ele gera a redução do poder de compra da população, que vê o seu salário reduzido para aumentar os lucros dos donos das empresas.

Estes salários reduzidos e o aumento da carga fiscal geram incerteza e desconfiança. As famílias, para além de perderem poder de compra e consequentemente não crescerem, aumentam a bola de neve: menos população activa, menor produtividade. Penso que está na altura dos políticos e empresários serem mais assertivos e um terceiro sujeito mediar entre o sistema económico capitalista e uma verdadeira política social-democrata. Com esta aliança talvez possamos progredir para um sistema sensato, sustentável e igualitário.