António Ferreira Foi-me dito, de forma um pouco reaccionária, que Olavo Manica expressa com demasiada frequência o seu «ódio de estimação» a Hugo Chávez. Venho contrapor esta posição. Olavo Manica tem o meu respeito, a sua estima pela liberdade é contundente e pertinente. Prefiro dizer que Olavo Manica tem uma obstinação tenaz contra um autoritarismo bacoco, atávico e provinciano do caudilho venezuelano. Os seus textos são pautados com fundamentos, e objectivamente demonstram o retrocesso civilizacional a que têm ser sujeitos um povo, que para todos os efeitos era um dos mais prósperos da América Latina. Mas não é só isto que é relevante, Olavo Manica, passo a passo, tem posto a nu um tipo de liderança que expressa a sua mensagem com um discurso cativante, mas que as suas acções são inerentemente desastrosas. Hugo Chávez faz negócios funestos, afundou uma economia produtiva num pântano, e põe em causa liberdades e garantias do «seu» povo. Devemos, portanto, prestar muita atenção ao exemplo que Olavo Manica dá aos nossos olhos com tanta «frequência», as suas lições poderão nos ser muito úteis.