O Presidente da República defendeu hoje uma repartição justa e equitativa dos sacrifícios, sublinhando que "a coesão nacional exige que a sociedade se reveja no rumo da acção política". "Um país é feito de pessoas. Por isso, é nos portugueses, em todos eles, que têm de se concentrar as prioridades de uma agenda social e política verdadeiramente orientada pelos valores da justiça e da coesão", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sessão solene do 10 de junho, que este ano decorreu em Faro. Sublinhando que é necessário "deixar para trás divisões estéreis e sem sentido" para nos concentrarmos no essencial, Cavaco Silva não escondeu a "situação difícil" que o país atravessa, "um tempo em que muitos portugueses temem pelo seu emprego, em que muitos dos que estão desempregados receiam não voltar a encontrar trabalho, em que os jovens se interrogam sobre o seu futuro". "Um tempo em que as famílias fazem contas à vida", sintetizou.

Lusa