José Da Silva Realmente se o depreciar com maldade, tivesse apelido, seria "Post -Scriptum"; quem conhece actualmente os currículos de alguns enfermeiros, pensaria duas vezes antes de afirmar "barbaridades", para não dizer disparates: existem actualmente muitos enfermeiros com pós graduações e alguns com MBA em gestão internacional, que os capacitam para gerir seja o que for na saúde, claro que a nossa mentalidade retrógrada ainda não evoluiu o suficiente para aceitar que um Licenciado em Enfermagem pode assumir a direcção técnica de um qualquer centro de saúde, e tal existe em alguns países da UE. Será sempre melhor nomear um "médico" mesmo que exista um enfermeiro com capacidade e curriculum adequado, porque imagine-se "um enfermeiro dar ordens a um médico", ridículo, porque o inverso também é ridículo, pois quando se trabalha em equipa, "não se dá ordens a ninguém", existe sim um líder que estabelece as prioridades definidas pela equipa e pelo poder politico: no exército é que se dão ordens, na saúde é anedótico pensar assim, como também anacrónico. Ora aquela de um projecto-piloto de um enfermeiro ser "director clínico" de um centro de saúde o Porto Santo, não mete medo, a nenhum enfermeiro, existem alguns com capacidade, agora a justificação de tal não ser possível, por ser depreciativo para o médico, é puramente pueril; também não acredito que o Presidente da OE o tivesse sugerido, aguardemos pelo desmentido ou pela confirmação: é que para gerir e liderar qualquer das duas licenciaturas forma pessoal competente e capaz para servir a saude e o utente, e para quem defende sempre em primeiro lugar o utente, deve lhe ser indiferente.