M.R. Relativamente à carta do leitor que foi publicada no dia 6 de Maio sobre a pobreza no futebol, venho dar tambem a minha opinião, pois estou ligado a este fenómeno desportivo, nomeadamente como treinador de futebol de camadas jovens! Para poder entrar neste 'mundo' tive de tirar cursos, tive de estudar, tive de gastar alguns milhares de euros e para que? Para neste momento estar a trabalhar para cima de 25 horas semanais, pegando em miúdos e formando-os como jogadores, mas também e essencialmente como pessoas! Se isto é gratificante? É mais do que tudo, mas as pessoas têm que saber que nós treinadores de camadas jovens realizamos muitas das vezes o trabalho dos professores e dos pais, moldando a formação pessoal dos miúdos, para depois sermos recompensados com meros cento e poucos euros mensais que muitas vezes chegam tarde ou nem chegam!Muitas vezes vejo os pais por esta Madeira fora a vibrar nas bancadas com os jogos dos seus filhos, ou de familiares próximos, mas as pessoas que não se esqueçam que para tal acontecer, muitas pessoas têm que trabalhar durante a semana com os miúdos, tem que abdicar de muito tempo e de muitas outras coisas para estes mesmos jogos se realizarem! O Futebol da maneira que está precisa de ajuda para poder sobreviver na nossa ilha e se tal não acontecer, recomendo uma solução para os clubes: declarem falência e fechem as portas, pois há muitas pessoas a trabalhar nesta indústria, desde motoristas, técnicos de equipamento, massagistas, enfermeiros, treinadores, que tal como foi dito nessa mesma carta são pais de família, que têm obrigações a cumprir e com a quantidade de horas que fazem por semana não podem ter mais empregos e logicamente estão a passar por inúmeras dificuldades! Alguma coisa tem de ser feita imediatamente ou então os clubes sigam a minha recomendação!.