Pedro Trindade Muito se tem falado na crise economica nos ultimos tempos. Para nós, Portugueses, esses últimos tempos ja vão quase há 10 anos -desde o célebre discurso da 'Tanga' do nosso ilustre presidente da Comissão Europeia. Se bem se lembram, em Março de 2009 o índice Dow Jones (aquele que bem ou mal dita os parâmetros da economia Mundial) bateu no fundo marcando abaixo dos 7500 pontos. Nesse momento, os economistas estavam quase todos de acordo (o que é muito raro): o que havia causado a crise financeira fora a falta de regulação dos mercados finaceiros por parte das autoridades monetárias centrais de cada país. Aí todos os governadores dos bancos centrais tiveram oportunidade de brilhar e intervir na economia. O que de facto se passou foi que muitos destes ditos reguladores nada mais fizeram senão falar, falar, falar... É preciso intervir junto das sociedades financeiras, banca privada, grandes auditoras, grandes consultoras, grandes ' magnatas'. No entanto , não é assim tão fácil dizer-se a fulano X que o seu banco vai ser revisto de fio a pavio, e que este vai ter de deixar de fazer todas aquelas contabilidades criativas, que lhe permitem ganhar milhões em investimentos em activos de alto risco. Bem, tal como se esperava as contabilidades criativas continuaram e o resultado está aí outra vez, não se fala senão de crise. As responsabilidades têm que ser apuradas e há que intervir agora, pois desta vez só caimos na crise se quisermos, os instrumentos anti-crise estão aí na mãos dos Estados. É preciso mão de ferro sobre os privados. E não é isto o socialismo democrático que tão bem tem defendido a Europa nos ultimos 50 Anos?.