Mesmo em tempos difíceis, madeirenses e porto-santenses não deixam de ser 'bons vivants'. Mesmo que o façam menos vezes, lá gostam de dar a sua voltinha à noite, de se divertir, de ir a bares e espaços de dança. O problemaé quando, no meio da noite e a precisar de descanso no vale dos lençóis, são eles próprios sobressaltados por gritos e risadas daqueles que saem dos bares e ficam a conversar na rua, ou pela música que é projectada aos berros dos amplificadores dos bares. É isto que está a acontecer há algum tempo na cidade do Porto Santo, onde residem alguns milhares. No passado, houve intenção de determinar que os bares do centro fechassem a horas decentes, para que os habitantes pudessem dormir, passando-se a animação nocturna para as docas do Penedo do Sono, onde o barulho das festas não incomodasse ninguém, aliás, esta foi mesmo uma das razões que estiveram na construção desta infra-estrutura. Contudo, se tal não passou de uma intenção, agora a autarquia vai mesmo impôr novos horários, conforme noticia hoje o DIÁRIO, forçada sobretudo pelas queixas de ruído da população, um ruído que não deixa a maioria descansar, sobretudo aos fins-de-semana. É certo que a medida não irá agradar a uns poucos, mas o povo agradece. O direito à diversão não se pode sobrepor ao direito ao descanso, sobretudo quando há alternativas de diversão nocturna longe das almofadas de quem precisa do merecido descanso.Duas linhas