A enxurrada de 20 de Fevereiro gerou uma onda de solidariedade nunca antes vista. Fruto de um sentido patriotismo e de ajuda ao outro, assistimos a generosas ofertas, grandes e pequenos donativos e muitos arredondamentos. De uma forma geral, todos contribuímos. Demos. Sem nos preocuparmos muito com o fim a que se destinava a ajuda. Poucos se arrependerão da atitude que tomaram, mas começa a ser frequente alguns comentários sobre a utilização a dar a esses milhões da solidariedade. Que experiência tem uma recém criada instituição para gerir milhares de euros? Que critérios vai seguir sem chocar com outras formas de intervenção pública? Quem coordena tudo isso? Pelos vistos, ninguém. Sabe-se agora que até o Governo Regional se apoquenta com esta questão e com razão. Este desabafo não tem qualquer fim persecutório, nem sequer o de levantar suspeita sobre pessoas e instituições que trabalham voluntariamente. Apenas procura alertar para a necessidade de alguém olhar de uma forma global para o suculento bolo da solidariedade e dar-lhe o fim mais justo possível, dar-lhe um rumo certo, liberto de pressões políticas, partidárias ou até mesmo apenas 'amiguistas'. Só isso é já muito!.Duas linhas