Emídio Loja Ridículo, foi o primeiro termo que me ocorreu para classificar a feitura do artigo que hoje, dia 21 de Maio, li no Jornal da Madeira, sobre o falecimento do nosso Grande Amigo e Benfeitor, o Senhor Horácio Roque.A homenagem que se impunha prestar de imediato, altamente merecida, quanto a mim e a muito dos leitores conhecidos e tantos outros mais ou menos próximos, foi inteiramente oportuna e feita por quem de direito: Pelo dever e obrigação do cargo que detém e, ainda, pelo sentido de estado que lhe está associado, particularmente nestas circunstâncias.Saiu, no entanto, prejudicada, tal a grandeza e a exuberância manifestada com a paridade de um 'Deus' que se evoca e aponta (com o destaque impensado das letras 'maiúsculas', no texto), bem contrária à maneira de ser e ao carácter do Homem que sem ser madeirense de raiz, foi-o põe afeição e escolha, a nível bem alto e importante.Referir qualidades e agradecer atenções e ajudas enormes que sabíamos terem sido feitas em diversas ocasiões problemáticas é sempre uma atitude louvável e necessária e constitui ainda, um dever de gratidão.Julgo, no entanto, que o 'Empresário' que o articulista refere no próprio texto facilitou, realmente, a resolução das várias situações, sem deixar de o ser, mas não andarei demasiado longe se pensar ou afirmar que a taxa (valor do juro) terá sido a mínima (a mais favorável), o prazo (o mais dilatado possível), por ventura sem a exigência total da documentação exigível e apresentada atempadamente, sempre decidida e e feita numa base de confiança pela nossa honestidade.Não ofender a memória das pessoas é fundamental e o nosso Comendador foi sempre um homem verdadeiro, capaz, modesto e humilde, sem qualquer calculismo inerente, cumpridor, disciplinado, inteligente, sem espírito de arrogância e, sobretudo, sensato, com valores morais e éticos e que fez da simplicidade bandeira no seu percurso e na sua vivência entre nós.Curvo-me perante o Homem, grande, honesto, sincero, verdadeiro e trabalhador que pautou toda a sua vida terrena sem alardear as suas próprias qualidades e virtudes, nem referir os seus generosos apoios aos mais carenciados.Bem haja e que viva eternamente na nossa recordação, pois não se morre enquanto a nossa imagem continuar, clara e brilhante, num mundo sujo escuro e fundo de egoísmo e de maldade.'Dar com uma mão, sem que a outra saiba', foi também uma outra sua faceta, sem que se sonhe quando, quanto e onde se empenhou em generosidade.Perdemos realmente um amigo, um grande amigo madeirense por escolha e afeição.Muito obrigado senhor Horácio Roque: descanse em paz.