A.M. Não aplaudo nem compreendo que um professor, que é PAI, tome atitudes de total desrespeito, sobretudo pelo seu próprio filho, ao levá-lo quase pelo colarinho, escola acima, entrando de rompante na sala de aula, qual furacão enraivecido, ameaçando, juntamente com a esposa, os alunos da turma do rapaz, gritando, empurrando, quebrando regras que, no fundo, permitem que uma escola seja, de facto, um espaço funcional, que educa e prepara os jovens para o futuro, num ambiente de paz e ordem...
Não aplaudo nem compreendo que um PROFESSOR, que é pai, se arme em vítima e finja estar em greve de fome (note-se, apenas aos fins de semana, para a fotografia!) ridicularizando-se não apenas a si e à sua família, mas também à Escola enquanto instituição, quando o excesso, a parcialidade, a brutalidade foi sua! E tudo com base na recusa de um castigo, bem justo e adequado às circunstâncias, atribuido ao aluno que agrediu um colega a murro, no pátio. Mas, de facto, com tão belos exemplos em casa, o que se esperava deste jovem?... Agora imaginem, caros leitores, se os pais do rapaz agredido montassem outro circo deste género?! No entanto, são certamente pessoas civilizadas e cordatas...
Não aplaudo nem compreendo que um PAI, que é PROFESSOR, dê exemplos deste género aos seus filhos em particular, aos alunos em geral e, depois, qual Fernado Pessoa e seus heterónimos, venha defender-se, com inúmeras máscaras, através deste espaço do DN, pedindo justiça, liberdade de expressão, advogando (apenas em teoria!) que "a escola seja um espaço pedagógico onde se cultivam as liberdades, o respeito por todos (por igual, sem qualquer tipo de descriminação)." A atitudes destas, na qualidade de pai, só posso responder com um provérbio, sinal da grande sabedoria popular: "Faz como Frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz!" P.S: Só mais uma achega... Acham estranho que, no futuro, este filho erga a mão e agrida os próprios pais? Pois eu não: "Quem semeia ventos, colhe tempestades!"