Juvenal Rodrigues Porque isto já se tornou um assunto divertido e caricato não resisti a comentar este imbróglio do joga-não-joga a fase de apuramento para Liga Europa no Estádio da Choupana devido à teimosia do seu Presidente em cobrar uma quantia demasiado alta, no entender do Presidente do C.S.M. Ou seja, parece que o C.D.N sem jogar ganharia mais que o C.S.M. Por aqui se vê claramente que quando os clubes aceitam dinheiros públicos afirmando que em contrapartida promovem a região no exterior é mesmo uma história para adormecer criancinhas. Será que o Pres. do Nacional, neste caso concreto, teve em conta que se o Marítimo fosse obrigado a jogar em Guimarães poria em risco a promoção da Madeira perante a Europa do futebol pela qual a Região investe tanto dinheiro? Por outro lado se o Gov. Regional apregoa que sabe gerir bem os dinheiros públicos porque não salvaguardou os interesses da Região quando assinou o contrato programa, quer para o estádio do Nacional quer agora para o do Marítimo, não colocou uma clausula onde garantisse que a utilização destes estádios, uma vez que são construídos com dinheiros públicos, ficariam condicionados ao interesse da RAM até ao pagamento integral da dívida? Se qualquer pessoa for comprar um carro este só passará para o nome do adquirente quando este pagar o total da dívida à entidade financiadora! No meio desta trapalhada de negociações para ver quem tem mais garganta só uma coisa nos consola e nos faz esboçar um sorriso sarcástico; é que o Dr. Jardim assume a dívida mas certamente será para escrever num cubo de gelo uma vez que não estou mesmo a ver o Pres. Rui Alves apresentar-se a cobrar uma dívida ao Governo quando, tanto ele como o seu rival, devem tudo aos contribuintes da RAM. Se não fosse o facto do financiamento ao desporto também dar votos há muito que os clubes teriam aprendido a serem auto-suficientes uma vez que sendo o futebol um negócio de ricos, onde se movimentam milhões, não seriam precisos subsídios.