Manuel João Baptista Rosa O excesso de endividamento do país conduziu-nos à situação de quase bancarrota, juntamente com os restantes países mais periféricos da EU e isto, apesar de terem recebido milhões e milhões de euros, a fundo perdido. O Estado é o principal causador do problema pois é responsável pela maior fatia do endividamento. As causas são simples de identificar: défices correntes constantes e investimentos sem obediência ao critério financeiro da geração de meios libertos positivos, capazes de suportarem o serviço da dívida. A soma destes dois tipos de défices, o corrente e o de investimento, teve como consequência o endividamento do Estado junto da banca. Chegámos a um ponto tal que os credores apresentam sérias dúvidas quanto à capacidade de cumprimento das nossas obrigações o que causa o aumento da taxa de juro a qual, depois, se repercutirá negativamente na vida das empresas e famílias.
A solução para o problema não deveria passar por aumentos da carga fiscal, os quais impedem a poupança e, por conseguinte, o crescimento sustentado. O que se impõe é o fim dos desperdícios, eliminando grande parte do aparelho político-administrativo (câmaras e juntas de freguesia, assim como empresas municipais, sociedades de desenvolvimento e institutos públicos) e privatizando todas as empresas públicas, cujas actividades sejam de cariz empresarial.
A recente crise do euro radica na má gestão económica dos países atrás referidos. A Alemanha, principal fornecedora dos fundos comunitários, decidiu que, a partir de agora, quem não tiver as suas contas equilibradas, não recebe apoios. É o fim das vacas gordas mas uma oportunidade para iniciarmos uma governação mais equilibrada dos recursos.