Óscar Teixeira Em notícia inserta no DN de 17/05 sobre a posição da oposição na Câmara de Santa Cruz, reza assim o penúltimo parágrafo: «Este novo posicionamento resulta em mais uma posição de força da oposição em Santa Cruz e vem mostrar novamente que quando esta se une, consegue tomar as decisões que mais lhe agradam, obrigando o executivo do PSD a 'vergar-se' às suas intenções.» Assim transparece a ideia de que o importante da notícia não terá sido a boa (ou má) decisão tomada mas sim o facto de a oposição conseguir se impor com as intenções que mais lhe agradam. Como elemento actuante no processo, quero deixar claro que para mim a política democrática não é um campeonato de força para ver quem verga quem. As minhas decisões não obedecem a puras intenções que me agradem mas sim a juízos de valores que considero.Mas compreendo por que vergar ou não vergar seja a questão, seja a notícia. Infelizmente, mais de 3 décadas de fraca democracia nesta Região com imposição discricionária de um só partido conduziu-nos à aceitação deste paradigma da política dominadora do 'quero mando e posso'.Neste aspecto, (e comparo com as minhas anteriores experiências) fica claro que a situação actual da vereação de Santa Cruz representa uma lufada de ar fresco. Sem maiorias absolutas, tem predominado o debate sereno de pontos de vista num diálogo para obtenção dos melhores consensos. Neste contexto, julgo que a oposição tem assumido as suas responsabilidades numa acção positiva mas crítica e autónoma, de acordo com os seus princípios, e tendo em conta que, apesar de tudo, a gestão efectiva e permanente não é da sua responsabilidade.