O Estado tem de ser sempre uma pessoa de bem para que a sociedade funcione A Região Autónoma da Madeira, no sentido de proporcionar aos seus agentes desportivos condições de igualdade de participação nas competições nacionais, sempre fez um esforço para que em cada orçamento regional fossem contempladas verbas suficientes e, assim, viabilizar o pagamento dos transportes aéreos às equipas, aos técnicos de arbitragem e aos atletas convocados à Selecção Nacional.Esta medida da política desportiva regional tem colmatado a 'dificuldade' política do Governo Central em encontrar uma fonte de financiamento para pagar os transportes aéreos das equipas, atletas convocados à selecção nacional e, árbitros, para assim fazer cumprir o Principio da Continuidade Territorial e permitir a participação, em plano de igualdade com os demais agentes desportivos, nas competições nacionais.Todos nós conhecemos as batalhas travadas entre os governos central e regional sobre esta matéria, que não teve ainda solução, onerando continuamente o orçamento do IDRAM a cada ano que passa, agravadas pela conjuntura actual em que vivemos, dificultando o encontrar de fontes de financiamento capazes de solucionar este problema.Para cumprir com as suas obrigações, o IDRAM solicitou apoio aos clubes e associações para regularizar os atrasos existentes para com a banca, através da celebração de contratos- de programa e, assim, encontrar uma solução que viabilize o incumprimento dos compromissos existentes. As dúvidas do movimento associativo quantos à eventualidade das responsabilidades pessoais dos dirigentes em caso de incumprimento, não nos parecem razoáveis, porque qualquer uma das entidades/modalidades desportivas existentes assina sempre contratos- programa para outros fins e com as mesmas garantias de sempre, ou seja, se não se acredita que o Governo Regional através do IDRAM vá cumprir as suas obrigações, então seriá melhor não rubricar qualquer contrato de outra natureza.O movimento associativo sempre suscitou junto ao IDRAM a necessidade de maior participação desportiva a nível nacional nos diferentes escalões de formação, nos níveis absolutos de participação, nas modalidades individuais as quais, obrigatoriamente, têm de disputar as competições nacionais sempre fora da Região, na formação de técnicos, etc., e sempre quiseram, e obtiveram, respostas positivas, apesar de se saber que tal implicava a existência de custos elevados a suportar pela Região.Por muito que não acreditemos, o Estado tem de ser sempre uma pessoa de bem para que a sociedade funcione e mesmo que por vezes os pagamentos cheguem atrasados, chegam sempre.A política desportiva do Governo Regional ao longo do período autonómico foi sempre bem recebida pelo movimento associativo, elemento essencial do nosso desenvolvimento desportivo, com prós e contras, é certo, mas numa dinâmica de crescimento e desenvolvimento conforme demonstra a realidade. Por isso não entendemos que numa fase menos boa da vida económica da nossa Região, a solidariedade do movimento associativo possa estar em causa. O movimento associativo tem, sim, de preocupar-se com os ataques injustos de muitas forças políticas, que não hesitam em querer retirar verbas do desporto para outros fins, como se os 2,3% orçamentados fossem a solução para resolver todos os outros problemas sociais. Não obstante, e num momento em que se sabe que a instituição bancária envolvida, face aos receios - no nossa opinião, e face aos antecedentes históricos, infundados - retirou do acordo a protocolar, quaisquer compromissos de natureza pessoal envolvendo os dirigentes desportivos, estamos certo que irá imperar o necessário entendimento. Bom senso, precisa-se.Jaime Lucas

O Estado tem de ser sempre uma pessoa de bem para que a sociedade funcione

A Região Autónoma da Madeira, no sentido de proporcionar aos seus agentes desportivos condições de igualdade de participação nas competições nacionais, sempre fez um esforço para que em cada orçamento regional fossem contempladas verbas suficientes e, assim, viabilizar o pagamento dos transportes aéreos às equipas, aos técnicos de arbitragem e aos atletas convocados à Selecção Nacional.Esta medida da política desportiva regional tem colmatado a 'dificuldade' política do Governo Central em encontrar uma fonte de financiamento para pagar os transportes aéreos das equipas, atletas convocados à selecção nacional e, árbitros, para assim fazer cumprir o Principio da Continuidade Territorial e permitir a participação, em plano de igualdade com os demais agentes desportivos, nas competições nacionais.Todos nós conhecemos as batalhas travadas entre os governos central e regional sobre esta matéria, que não teve ainda solução, onerando continuamente o orçamento do IDRAM a cada ano que passa, agravadas pela conjuntura actual em que vivemos, dificultando o encontrar de fontes de financiamento capazes de solucionar este problema.Para cumprir com as suas obrigações, o IDRAM solicitou apoio aos clubes e associações para regularizar os atrasos existentes para com a banca, através da celebração de contratos- de programa e, assim, encontrar uma solução que viabilize o incumprimento dos compromissos existentes. As dúvidas do movimento associativo quantos à eventualidade das responsabilidades pessoais dos dirigentes em caso de incumprimento, não nos parecem razoáveis, porque qualquer uma das entidades/modalidades desportivas existentes assina sempre contratos- programa para outros fins e com as mesmas garantias de sempre, ou seja, se não se acredita que o Governo Regional através do IDRAM vá cumprir as suas obrigações, então seriá melhor não rubricar qualquer contrato de outra natureza.O movimento associativo sempre suscitou junto ao IDRAM a necessidade de maior participação desportiva a nível nacional nos diferentes escalões de formação, nos níveis absolutos de participação, nas modalidades individuais as quais, obrigatoriamente, têm de disputar as competições nacionais sempre fora da Região, na formação de técnicos, etc., e sempre quiseram, e obtiveram, respostas positivas, apesar de se saber que tal implicava a existência de custos elevados a suportar pela Região.Por muito que não acreditemos, o Estado tem de ser sempre uma pessoa de bem para que a sociedade funcione e mesmo que por vezes os pagamentos cheguem atrasados, chegam sempre.A política desportiva do Governo Regional ao longo do período autonómico foi sempre bem recebida pelo movimento associativo, elemento essencial do nosso desenvolvimento desportivo, com prós e contras, é certo, mas numa dinâmica de crescimento e desenvolvimento conforme demonstra a realidade. Por isso não entendemos que numa fase menos boa da vida económica da nossa Região, a solidariedade do movimento associativo possa estar em causa. O movimento associativo tem, sim, de preocupar-se com os ataques injustos de muitas forças políticas, que não hesitam em querer retirar verbas do desporto para outros fins, como se os 2,3% orçamentados fossem a solução para resolver todos os outros problemas sociais. Não obstante, e num momento em que se sabe que a instituição bancária envolvida, face aos receios - no nossa opinião, e face aos antecedentes históricos, infundados - retirou do acordo a protocolar, quaisquer compromissos de natureza pessoal envolvendo os dirigentes desportivos, estamos certo que irá imperar o necessário entendimento. Bom senso, precisa-se.Jaime Lucas