Ana Berenguer O Dr. Paulo Atouguia, responsável pelo IHM, sobre a intempérie que assolou a nossa região, considera que 'a questão principal é fazer bem feito e muito rapidamente'. Gostaria de lhe avivar a memória que noutras situações o procedimento não foi o mesmo! O processo que deu entrada no seu serviço, ao qual foi atribuído o nº 47061 no ano de 2004 (dois mil e quatro) de uma casa em ruínas, onde vivia uma pobre mulher doente tendo como recursos financeiros uma parca pensão de invalidez e a boa vontade de alguns familiares e vizinhos nunca fora resolvido. Atendendo à urgência que este caso merecia, a 18 de Outubro de 2009, tomei a liberdade de recorrer ao Presidente do Governo Regional, no sentido de tentar agilizar o processo, enviando-lhe fotos elucidativas do estado de degradação da 'cubata' e que oportunamente irei publicar. O senhor presidente prontamente enviou-me resposta favorável à rápida solução do caso, por parte do IHM. Hoje 2010, passados seis anos nada se fez e infelizmente as condições desumanas em que vivia a pobre mulher, o grau de humidade, os bolores, a chuva e os inúmeros ratos que vagueavam pela 'cubata' agravaram os seus problemas pulmonares causando-lhe a morte, sem realizar o seu maior desejo, o de ter um quarto de dormir e uma cozinha minimamente decente! A mim resta-me apenas a consolação de que fiz tudo o que podia para minimizar o seu sofrimento e por último quero desejar que descanse em paz, porque por aqui continuará a haver filhos de Deus e filhos do diabo!Sua sobrinha Ana Berenguer.