João Freitas É verdade, parece que foi muito longo o tempo que fizeram de conta, quase uma 'eternidade', o governo, a oposição, os políticos…..Os especialistas, ou alguns foram muito incisivos, neste caso os economistas, relembro, o Dr. Medina Carreira, porventura teria parecido o mais pessimista, na avaliação da condição económica do País..…Ignoraram!!!... Os resultados aí estão!!!O tempo que o Governo demorou a decidir aumentar a austeridade, porventura será, o tempo diferencial que poderá aumentar a probabilidade de virmos a ser 'esmagados'. Apenas reagiram depois da reacção dos mercados, e relembro que a informação inicial deste agravamento das medidas do PEC foram, primeiro anunciadas em Bruxelas, pelo nosso Primeiro-Ministro, Sócrates, quando da reunião com os outros Ministros da U.E.… A credibilidade na economia portuguesa, possivelmente, terá sido sériamente afectada no mercado internacional.Paul Krugman e Roubini, economistas de referência dos EUA, já alertaram que a situação da Grécia, humanamente, é impossível de recuperar. E disseram que apenas dois instrumentos seriam possíveis para os retirar da situação económica crítica: a diferença cambial que não existe, pois a moeda é o Euro e as exportações competitivas, que também não o são. Os mercados já têm esta informação no horizonte e, agora será uma questão de tempo, dizem….Camilo Lourenço, jornalista da área da Economia, no J.Negocios (14/05), num seu artigo evidenciava 'Mais sacrifícios em vão'.E a União Europeia,…., do que para já sabemos, a Grã-Bretanha renunciou fazer parte do fundo económico para resgate dos países da U.E. em dificuldades devido ao deficit. Na Alemanha o sentimento anti-europeu alastra. A Alemanha e a França, neste momento são a coluna vertebral económica da U.E.. Poderá a U.E. desagregar-se? Oxalá que não, mas para já, alguns economistas de referência mundial, como o Prémio Nobel da Economia, Stiglitz, anunciam que alguns países terão de abandonar o Euro, sendo a Grécia com grandes probabilidades e, Portugal, o seguinte na lista… Muitas as dúvidas… Certamente, do modo como o nosso País se comportar nestes próximos 6 meses, serão indicadores decisivos, credíveis ou não, para as instituições e os mercados, se de facto as medidas implementadas serão adequadas.Enquanto aguardamos, a ansiedade e a deterioração do nível de vida dos portugueses degrada-se….As sociedades, já amanhã, além de competitivas, também deverão de ser solidárias, sob o risco de, virem a aniquilar-se, tendo em conta todo o cenário que se vai adensando, em que se incluem os eventos de desastres naturais…..