Vasco Andrade É no mínimo curioso ver-se as voltas que o mundo da política dá. O actual estado da crise económica despoletou, entre vários outros, um sentimento de necessidade de coligação política para alguns governantes e partidos de oposição que outrora (não há muito tempo) seria impensável! Vejam-se os diversos exemplos, tanto no nosso país como na Inglaterra, etc.: José Sócrates e Pedro Passos Coelho acertam estratégia para ultrapassar a desconfiança das agências de rating sobre a nossa economia e para reduzir o défice a todo o custo, deixando cair assim muita luta política recente entre os seus partidos; na Inglaterra, David Cameron dos Conservadores e Nick Klegg dos Democratas Liberais, dão as mãos para uma governação conjunta em prole de um estado de emergência da economia inglesa, coligação esta que já não acontecia desde a última Grande Guerra. Tratar-se-á de consciência política, de um sentimento patriótico com elevação das necessidades emergentes do país em detrimento das 'partidarites' e da luta pelo poder, ou simplesmente de uma estratégia para se manterem na liderança? Quero acreditar que esta moda de política construtiva é uma consequência da consciencialização de cada um desses governantes e dos seus partidos de que há que unir esforços para enfrentar esta crise sem precedentes, deixando de lado as querelas partidárias e as preocupações com os lugares de poder. Enfim, parecem estar a colocar os interesses do país acima de qualquer outro. Como diria o nosso Presidente do GR, 'é tempo de se enterrarem os machados…', aliás, façamos-lhe justiça, pois foi ele o impulsor desta nova política de actuação conjunta entre líderes de partidos diametralmente opostos, para fazer face a necessidades emergentes do temporal de Fevereiro. Oxalá que ultrapassadas as situações agudas, não voltem à política de 'deita abaixo' mútuo e que continuem o trabalho construtivo, o qual trará com toda a certeza resultados muito positivos! Já agora, como vai a ALR reagir a estas modernices?.