Juvenal Rodrigues Os madeirenses que sabem e prezam uma verdadeira democracia devem estar preocupadas ao constatar que este regime, onde até o ditador Salazar poderia ter aprendido, continua, depois de 32 anos, a fazer as suas vítimas. Elas são na Igreja, no desporto, nos inimigos - e amigos - políticos e agora conseguiu que o Director do Diário de Notícias se demitisse em sinal de protesto pelos vários atropelos à Lei de Imprensa. Então não há quem veja isto? Todos, desde a presidência da República passando pela Assembleia da República até à Entidade Reguladora para a Comunicação, têm conhecimento de tudo o que se passa nesta região e ninguém faz nada? Como é que a ERC, a AR e a Procuradoria da República, sabendo que se dá 11 mil euros por dia, do dinheiro dos contribuintes, ao Jornal da Madeira na tentativa mal disfarçada de fechar o Diário de Notícias não actuam? Todos escondem a cabeça na areia, como a avestruz, e abandonam a região à sua própria sorte e à vontade de um só homem que acredita o voto justifica tudo? Será que pensam que a Madeira que se vê por fora, quando fazem visitas de protocolo, é igual à que está por dentro? Será que toda esta gente já esqueceu o que é viver numa ditadura? É chocante constatar que, mesmo após 32 anos, a sede de vingança e perseguição política do Presidente do Governo Regional da Madeira aos seus adversários, de qualquer quadrante, continua pujante e destruidora sem que o Povo madeirense tenha coragem de acabar com ela.De vítima em vítima vai este regime se alimentando até que a última vítima seja a própria Madeira com consequências negativas em todos os seus sectores e na sua população. Aliás, já tivemos oportunidade de constatar que se não fosse a solidariedade nacional e internacional - não foi pelos lindos olhos do Dr. Jardim - após a catástrofe não sei o que seria da Madeira.Apelo veementemente a todos os madeirenses que se unam em torno do Diário de Notícias para não deixarem cair uma das poucas vozes livres da Madeira.Ao D.N. e o seu director, Luís Calisto, o meu reconhecimento pela sua coragem em defesa da verdade de informação, pluralismo e isenção ao longo destes 32 anos de democracia atípica. Verdades que, por este regime não ter argumentos para poder contestar, prefere silenciar.