Diana Rodrigues Concordo totalmente com o teor da carta do Sr. António Ferreira, de 10-05-2010, que destaca a posição nojenta de Vítor Constâncio, que recebeu um ordenado milionário para exercer mal e porcamente as funções de governador do Banco de Portugal, com aquele belo trabalho de fiscalização que houve, com especial destaque para os bancos que faliram… Agora, como vem sendo hábito neste país, a mediocridade e incompetência do desempenho de Constâncio é premiada, sendo ele promovido para um excelente lugar no Banco Central Europeu, onde deve ganhar um ordenado ainda mais fantástico, que pode acrescentar à bela pensão a que já deve ter 'direito', do Banco de Portugal. E, do seu novo poleiro, já manda recados ao seu país, recomendando (mais) cortes e reduções nos salários de quem já não tem mais por onde esticar, e aumentos nos impostos de quem não acumula tachos como ele, e de quem tem de trabalhar e descontar 40 anos antes de (talvez) ter o direito de receber uma pensão de caca, pois as regras das pensões do Banco de Portugal não são para todos.Estamos todos preocupados com o estado do país, e a pobreza que reina. O problema é que o mal é sempre, e apenas, dos mesmos. Na Internet circulam muitas informações sobre as verbas fantásticas que o Estado paga. Será verdade? Gostava de saber se realmente o Sr. Presidente Cavaco Silva, cansado de dizer que está muito preocupado com as finanças de Portugal, para além do salário de presidente, recebe mensalmente cerca de €4.000 de pensão do Banco de Portugal (por quantos anos de trabalho?) e mais €3.000 de pensão por ter sido 1º ministro. É verdade que o orçamento da Assembleia da República contempla, para além dos vencimentos, ajudas de custo, deslocações, etc., dos srs. Deputados, 970 mil Euros para 'subvenções aos grupos parlamentares' e 17 milhões de Euros para 'subvenção aos partidos representados na Assembleia da República'? As assembleias regionais, já sabemos, têm o seu próprio 'jackpot'. Os 224 mil Euros mensais (fora o bónus anual!) do 'Chefão' da Electricidade de Portugal também já sabemos que é verdade. Houvesse vontade política para cortar, que verbas não faltariam!E assim vamos andando, com cada vez mais desemprego, com os idosos a pagarem os óculos às prestações, os doentes sem consultas nem cirurgias, as escolas sem papel para fotocópias, etc. etc., num país onde toda esta pouca-vergonha é legal, porque as leis são feitas por políticos e governantes que legislam para si, para o seu bem-estar e prosperidade. Os mesmos que, quais meninos da escola primária, 'interrompem' os trabalhos (!) nas Assembleias da República e Regionais para terem férias no Natal, na Páscoa, no Carnaval e dois meses no verão - e o ordenadinho, será interrompido proporcionalmente?! - enquanto o resto dos portugueses se espremem todos para cumprir o que a lei lhes vai estabelecendo, sem excepção: trabalhar, pagar e calar!.