As notícias sobre o cancelamento dos voos na Região fez com que passageiros como Paula Martins se deslocassem antecipadamente para o Aeroporto Internacional da Madeira. A turista nacional que viajou na companhia do marido e de um casal amigo acabou por confirmar o cancelamento de todas as ligações aéreas.A estadia de três dias na Madeira irá prolongar-se por um período ainda indefinido. Uma situação comum a outros passageiros que causará transtorno sobretudo a nível profissional.“O nosso voo era só para as 20 horas mas como têm estado a dizer que os voos estavam a ser todos cancelados viemos confirmar”, afirmou Paula Martins, acrescentando que o cancelamento vai causar “algum transtorno devido ao trabalho na quarta-feira”.A interdição da zona de voo marcou o início e o final do Congresso Nacional de Medicina Intensiva. Cerca de 50% dos congressistas não conseguiram viajar para o Funchal. Agora a dificuldade surge no regresso ao Continente.José Azevedo, representante de uma empresa farmacêutica no congresso, não voou às 19 horas para o Porto. “Confirma-se que está cancelado”, indicou, observando a informação sobre o balcão de 'check-in'. “Como deve imaginar o facto de o espaço aéreo ter sido encerrado causa transtornos enormes, principalmente às pessoas da classe médica que vieram cá ao congresso e que teriam serviços nos próximos dias e, também, para nós que tínhamos o trabalho normal do dia-a-dia”.Também envolvida no congresso, Ana carolina, enfermeira, viu o voo das 17h30 cancelado. “Já tive de entrar em contacto com os colegas no continente para assegurarem os turnos de quarta, quinta e sexta-feira”, referiu Ana Carolina. “A TAP garante que hoje não há voos. Amanhã não sabem informar se vai haver ou não. Nós não sabemos quando é que podemos embarcar”.Apesar do transtorno causado os passageiros afectados foram encaminhados para unidades hoteleiras.Recorde-se que até às 17 horas de hoje foram cancelados 59 voos nos aeroportos da Madeira e Porto Santo. Segundo dados divulgados pela ANAM a interdição da zona de voo afectou mais de 20 mil passageiros desde sábado, 8 de Maio.Artur de Freitas Sousa
“Não sabemos quando podemos sair da Madeira'
