Juvenal Rodrigues Desde a idade média que a Igreja tem um papel de promiscuidade com o poder político o qual causou muita injustiça e crueldade como no tempo da inquisição. Actualmente, devido a uma subsídio-dependência financeira mal disfarçada, tende a submeter-se a esse mesmo poder. Vem este pequeno preâmbulo a propósito da polémica criada em volta da visita da imagem da Virgem à paróquia da Ribeira Seca em Machico. Por muito que D. António Carrilho tente justificar-se, esta atitude é bastante controversa e geradora de um grande mal estar em todos os católicos e sobretudo nos paroquianos desta paróquia devido a uma decisão tomada, e mal explicada, há 33 anos. Os cristãos da Ribeira Seca não mereciam a privação da visita da imagem peregrina. Se o padre Martins nunca foi julgado e condenado pela Igreja D. António Carrilho deveria ter coragem, pelo menos nesta ocasião tão especial para os católicos, de passar por cima de uma decisão demasiado comprometida com o regime político que se viveu e se vive nesta terra para não castigar tão duramente uma população que apenas queria manifestar a sua fé. A atitude de D. António Carrilho foi a de lavar as mãos como Pilatos e assim, comodamente, atira as culpas para cima de uma decisão tomada à 33 anos, quanto a mim, para agradar ao poder político. Já alguma vez se preocupou saber qual foi o 'pecado' cometido pelo padre Martins para ser suspenso 'a divinis' por D. Francisco Santana? Tal como ele tomou esta decisão porque nem Vª Exª nem o seu antecessor D. Teodoro Faria tiveram a coragem de revogá-la ou esclarecê-la preferindo fazer de conta que nada se passava? Talvez por conveniência deixaram as coisas correrem porque assim não incomodam ninguém e os subsídios governamentais continuam a entrar. Até o cónego Martins que, segundo parece, se insurgiu contra certas desigualdades quando estava na Sé agora também dança ao som da mesma música sabe-se lá porquê. A mãe de Cristo deve deixar a Madeira com uma profunda tristeza por ver como a influência do 'vil metal' consegue intimidar e subjugar a sua Igreja e por outro lado constatar que os seus responsáveis tentam abafar e perdoar crimes hediondos como a pedofilia e suspende um padre sem culpa formada cujo maior crime foi erguer a sua voz em defesa do povo. Para ilustrar aquilo que escrevi, basta ver a 'sentença' já proferida pelo U.I. em Machico, que já soltou a língua cheia de 'veneno' e ódio para denegrir e ofender os que não pensam como ele: a C.Social e um adversário político.